Memórias: Walt Whitman

4 06 2015

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No dia 31 de maio de 1819, nasceu Walt Whitman: poeta, ensaísta e jornalista norte-americano. Na sua obra poética, Whitman defendeu a abolição da escravatura, os direitos da mulher, o amor livre e o desenvolvimento tecnológico. Por António José André.
Whitman nasceu em West Hills, Long Island (Nova Iorque). A família mudou-se para Brooklyn, quando Whitman tinha quatro anos de idade. Até aos doze anos, frequentou a escola oficial e depois trabalhou como aprendiz numa tipografia.
Em 1835, trabalhou como impressor e, no verão seguinte, começou a ensinar, em East Norwich. De 1836 a 1838, deu aulas em Hampstead, Babylon, Long Swamp e Smithtown. De 1838 a 1839, editou o semanário “Long Islander”, em Huntington.
Voltou a dar aulas, depois de participar como jornalista na campanha presidencial de Van Buren (1840/1841). Em maio de 1841, Whitman regressou a Nova Iorque, voltando a trabalhar como impressor.
De 1842 a 1844, editou o jornal diário “Aurora” e o “Evening Tatler”. Em 1845, regressou a Brooklyn. Durante um ano, escreveu para o “Long Island Star”. De 1846 a 1848, Whitman tornou-se editor do “Daily Eagle”, de Brooklyn.
Em fevereiro de 1848, partiu com o irmão Jeff para Nova Orleães, onde trabalhou no “Crescent”. Whitman deixou Nova Orleães, em maio desse ano, regressando a Brooklyn, através do Mississippi e dos Grandes Lagos.
De 1848 e 1849, editou o “Freeman”, de Brooklyn. Em 1850, montou uma tipografia e uma papelaria. Em 1855, Whtiman publicou a 1ª edição de “Leaves of Grass”, cujos custos suportou, e continha apenas 12 poemas e um prefácio.
A obra poética de Whitman centrou-se na coletânea “Leaves of Grass”, dado que ao longo da sua vida o escritor se dedicou a rever e completar aquele livro, que teve 8 edições durante a vida do poeta.
Em 1873, uma doença vascular deixou-o parcialmente paralítico. Passou a morar com a família, em Camden (Nova Jersey). Em fins de 1891, publicou a última edição de “Leaves of Grass” e morreu, poucos meses depois.
Profundamente identificado com os ideais democráticos da nação americana, Whitman não deixou de celebrar o futuro da América, introduzindo uma nova subjetividade na conceção poética e fez da sua poesia um hino à vida.

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