Memórias: Charles Darwin

27 04 2015

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No dia 19 de abril de 1882, faleceu Charles Robert Darwin: naturalista britânico que alcançou fama com a teoria da evolução e seleção natural das espécies. Foi laureado com a medalha Wollaston concedida pela Sociedade Geológica de Londres, em 1859. Por António José André.
Darwin nasceu, em 12 de fevereiro de 1809, em Shrewsbury. O seu pai era Físico, filho de Erasmus Darwin, poeta, filósofo e naturalista. A sua mãe, Susannah Wedgood Darwin morreu quando ele tinha 8 anos de idade. Aos 16 anos foi estudar medicina na Universidade de Edimburgo. Depois foi para a Universidade de Cambridge, com o objetivo (imposto pelo pai) de se tornar clérigo da Igreja.
A vida religiosa não agradava a Darwin e, em 31 de dezembro de 1831, aceitou o convite para se tornar membro duma expedição científica a bordo do navio Beagle. Darwin passou 5 anos a navegar pela costa do Pacífico e América do sul. Durante este período, o Beagle aportou em quase todos os continentes e grandes ilhas.
Darwin fora chamado para exercer as funções de geólogo, botânico e zoologista. A viagem foi uma preparação fundamental para a sua vida de pesquisador e escritor. Em 24 de novembro de 1859, publicou o livro “A Origem das Espécies”. A teoria de Darwin defendia que os organismos vivos evoluem através de um processo de seleção natural.
A ideia da evolução orgânica não era nova. Tinha sido aventada antes, entre outros, pelo seu avô, Erasmus Darwin, e por Lamarck, que no começo do século XIX desenhou o primeiro diagrama evolucionário – uma cadeia que ia desde organismos unicelulares até ao homem. No entanto, foi com Darwin que a ciência apresentou uma explicação prática do fenómeno da evolução.
A primeira edição de “A Origem das Espécies” esgotou-se rapidamente. A maioria dos cientistas abraçou a sua teoria, mas os cristãos ortodoxos condenaram o trabalho como uma heresia. A controvérsia quanto às ideias de Darwin aprofundou-se com a publicação de livros sobre plantas e animais: “A descendência do Homem e a seleção em relação ao sexo” e “A expressão da emoção em homens e animais”.
À época da morte de Darwin, a sua teoria da evolução já era universalmente aceite. Subsequentes desenvolvimentos na genética e na biologia molecular levaram a algumas mudanças no entendimento da teoria evolucionista, porém as ideias de Darwin permanecem até hoje como essenciais no campo da biologia.