Memórias: Marcel Duchamp

3 08 2015

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No dia 28 de julho de 1887, nasceu o pintor e escultor, Marcel Duchamp, que foi um dos grandes representantes do dadaísmo. A sua obra foi um gesto crítico radical e influenciou experimentações artísticas posteriores. Por António José André.
Em 1901, pintou as suas primeiras obras com grande influência impressionista. Em 1903, deixou a casa da família e foi morar para Paris com o irmão. Nessa época, tentou entrar na Escola de Belas Artes, mas reprovou no exame.
Entãp, foi estudar artes na Academia Julian. Entre 1906 e 1907, Marcel Duchamp fez vários trabalhos de conotação humorística. Em 1907, cinco dos seus trabalhos foram selecionados para o Primeiro Salão de Artistas de Humor.
Em 1911, Marcel Duchamp começou a pintar com influência cubista. É desta fase a sua obra “Sonata”. Nesse ano, Marcel criou a sua primeira obra inovadora “Retrato de jogadores de xadrez”.
Em 1912, a sua obra “Nu descendo uma escada” estava na confluência entre o Cubismo e o Futurismo, destacando-se pelo título, que Duchamp pretendeu incorporar ao espaço mental da obra.
Em 1913, Marcel Duchamp criou o ready-made (usou objetos práticos, transformando-os em obras de arte) com “Roda de bicicleta sobre um banquinho”. O caso mais célebre foi “Fonte”, urinol em louça enviado para uma exposição, em Nova Iorque, recusado pelo comité de seleção.
Em 1915, Marcel Duchamp foi morar para Nova Iorque. Em 1916, surgiu o dadaísmo e Marcel Duchamp passou a fazer parte do grupo de dadaístas de Nova Iorque. Em 1920, viajou para Paris e entrou em contato com dadaístas europeus, entre eles André Breton.
Em 1923, apresentou “O grande vidro”, pintura a óleo sobre uma placa de vidro duplo dividida em duas seções. A parte superior chamou de “A noiva desnudada pelos seus celibatários” e a inferior de “Moinho de chocolate”.
Em 1941, Marcel Duchamp produziu a “Caixa-maleta”,que continha modelos reduzidos das suas obras. Em 1943, criou a “Caixa verde”, contendo fotos, desenhos, cálculos e notas. Marcel Duchamp faleceu, no dia 2 de outubro de 1968, em França.





Memórias: Francis Picabia faleceu há 61 anos

3 12 2014

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No dia 30 de novembro de 1953, faleceu Francis-Marie Martinez Picabia: pintor e poeta vanguardista.
Francis Picabia nasceu, a 22 de janeiro de 1879, em Paris e era duma família aristocrática. Em 1890, estudou na Escola de Belas Artes e na Escola das Artes Decorativas, em Paris.
Em 1894, começou a sua carreira no âmbito do impressionismo e do fauvismo, influenciado por Picasso e Sisley, produzindo obras que lhe proporcionaram um certo êxito comercial.
O seu temperamento inquieto e subversivo levou-o a procurar outros caminhos, entrando na órbitra do cubismo e produzindo obras com elementos simbólicos e títulos sem relação com o tema.
Entre 1909 e 1911, foi membro do grupo “Puteaux” e conheceu os irmãos Duchamp: Marcel, Suzanne e Raymond. Em 1913, foi aos E.U.A. onde contactou com o fotógrafo Alfred Stieglitz e o grupo dadaísta norte-americano.
Depois conheceu o grupo dadaísta de Zurique, ficando encantado com o dadaísmo. Em 1917, publicou o primeiro número da sua revista dadaísta “391”, contando com as colaborações de Apollinaire, Tristan Tzara, Man Ray e Arp.
A este período corresponde o seu estilo “maquinista” por se centrar na representação de máquinas. A partir de 1919, frequentou o grupo surrealista de Paris. Em 1924, realizou uma cenografia para o filme “Entr’acte”, de René Clair.
Em 1925, estabeleceu-se na Costa Azul, onde desenvolveu um novo estilo definido como dos monstros e das transparências. Depois regressou a Paris e criou com André Breton a revista “491”.
Veja também: http://www.picabia.com/FP_WEB/FR/accueil.awp





Max Ernst: 184 colagens

2 07 2009

imagesEm 1933, Max Ernst esteve três semanas em Itália, onde realizou 184 colagens a partir de gravuras retiradas de romances populares ilustrados, revistas de ciências naturais e catálogos de venda do século XIX.

73f6c60388Essas colagens ilustraram o romance «Une Semaine de Bonté», publicado, em Paris, em 1934, cujos temas das catástrofes, violência e poder se misturam com alegorias mitológicas, contos de fadas, lendas e sonhos.

max-ernst-une-semaine-de-bonteEstas colagens só foram expostas uma vez, em 1936, em Madrid. Esta é uma obra fascinante de Max Ernst, figura incontornável do dadaísmo e do movimento surrealista.  Veja mais em: http://www.maxernst.com/