Memórias: Criação do Selo de Correio

7 05 2016

Penny_black

No dia 6 de maio de 1840, surgiu o selo de correio em Londres. Antes dessa data, o porte de cartas era pago pelo destinatário em função da distância. O selo de correio é uma estampilha (adesiva ou fixa), destinada a comprovar o pagamento de uma taxa por serviços postais. Por António José André.

Em 1837, um professor inglês, Rowland Hill, redigiu um memorando para o primeiro ministro, Lorde Melbourne. Nesse texto, intitulado “Postal Reform; its Importance and Practicability” (A Reforma Postal: a Sua Importância e Praticidade), propondo o pagamento do porte antecipado por um preço proporcional ao peso e distância percorrida no país. O pagamento seria garantido por um selo adesivo e um carimbo que anulanva a sua reutilização.

A reforma foi incluída no orçamento aprovado pelo Parlamento britãnico, em agosto de 1839. Rowland Hill começou a trabalhar, detalhando o projeto através de um concurso de artistas. Milhares de correspondentes anónimos fizeram chegar às suas mãos as mais variadas sugestões.

O primeiro selo de correio, Penny Black, permitia enviar uma carta com o peso máximo de 14 gramas, pelo custo de um penny. Os selos de correio são a mais popular forma de pagamento para a troca de correspondência.





Apresentação de Privataria

13 07 2015

TOPO-FB-privataria

No dia 15 de julho (quarta-feira), haverá uma sessão pública, no Café Santa Cruz, às 18h, promovida Por Mão Própria*, para a apresentação do livro “Privataria”/1 (Bertrand Editora – 2015). O evento vai contar com as presenças de Mariana Mortágua (Economista e co-autora do livro), Jorge Costa (Jornalista e co-autor do livro) e Mariana Oliveira (Jornalista e moderadora da sessão).

1/ “Privataria: Quem Ganha e Quem Perde com as Privatizações em Portugal”
«Portugal foi tricampeão de privatizações em 2012, 2013 e 2014, ocupando sempre, nesses anos, o primeiro lugar em volume de vendas a nível europeu. Esta revolução, pela sua escala e pelos setores alcançados (os correios e os aeroportos, por exemplo, tinham sido sempre públicos), é isso mesmo: uma revolução.
Mas a apropriação por privados (ou entidades estatais estrangeiras) de monopólios naturais e outros recursos estratégicos iniciou-se vinte anos antes. Com entoações diferentes, a justificação política foi sempre a da superioridade da gestão privada, aliada à pressão das instituições europeias para a redução do défice e da dívida, uma constante ao longo do tempo, ora em função das regras do “mercado comum”, ora dos critérios de convergência para a moeda única, ora do memorando com a troika ou ora ainda do tratado orçamental europeu.»