Hoje na história: Sócrates – o futebolista

2 12 2017

No dia 4 de dezembro de 2011, morreu Sócrates Sampaio de Oliveira (mais conhecido como Sócrates, Doutor Sócrates ou Magrão). Foi um futebolista, médico e ativista brasileiro. Tabagista inveterado e alcoólatra, faleceu devido a uma cirrose hepática.
Como futebolista, Sócrates foi considerado como um dos maiores futebolistas do Brasil e, segundo a FIFA. um dos maiores do mundo. Notabilizou-se também pela sua militância política, particularmente nos anos 1980, quando liderou um movimento pela democratização do futebol e participou do movimento “Diretas, Já”!

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Hoje na história: Julia Marichal.

1 12 2017

No dia 2 de dezembro de 2011, morreu Julia Marichal. Foi uma atriz e cantora mexicana. Era uma ativista anticrime e promotora da cultura negra no México.
Júlia Marichal começou a sua carreira no filme: “Joselito Vagabundo” (1966). Ela participou em vários filmes e telenovelas. Dedicou os seus últimos anos a preservar o arquivo do escritor Juan de la Cabada.
Foi encontrada morta em sua casa, no dia 2 de dezembro de 2011, por suspeita de homicídio doloso. Pouco tempo depois, os seus assassinos foram capturados.





Hoje na história: Christa Wolf

30 11 2017

No dia 1 de dezenbro de 2011, faleceu Christa Wolf. Foi uma escritora, ensaísta e crítica literária alemã. Era provavelmente a mais importante ficionista da extinta República Democrática da Alemanha (RDA).
A sua obra foi marcada, desde cedo, por uma procura de autenticidade pessoal num mundo que sacrificava o indivíduo às abstrações coletivas, espelhando as utopias e desilusões de uma geração que viveu sob o nazismo e o “socialismo real”.
Comprometida políticamente, Wolf foi uma ativista contra o regime nazi como retrata o livro “Mostra da Infância”. Em “O Céu Dividido” (1963) faz reflexões sobre a divisão da Alemanha. Tambiém abordou a temática feminista em “Cassandra” (1983).
Durante décadas, Wolf foi militante do Partido Socialista Unificado da Alemanha, ainda que nem sempre tde acordo com as decisões políticas tomadas na RDA. De facto, juntou-se aos protestos doutros intelectuais contra a expulsão da RDA Alemania do cantor e poeta Wolf Biermann.





Hoje na história: Concedida licença para construir o Canal de Suez.

29 11 2017

No dia 30 de novembro de 1854, o rei egípcio Said Pascha assinou a licença para a construção de um canal entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho: o Canal de Suez.  Pascha concedeu ao engenheiro francês Ferdinand Marie de Lesseps a autorização para explorar o Canal durante 99 anos. Lesseps concretizou um anseio que existia, desde o Antigo Egito.
Os romanos tiveram essa ideia; quando invadiram a região, construíndo canais que ligaram o sul até ao delta do Nilo. Sem o canal, as mercadorias teriam de ser transportadas por terra entre o Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
Antes de Lesseps, engenheiros e cientistas planearam uma ligação entre os dois mares, mas fracassaram por causa dum erro de cálculo de uma equipa encarregada por Napoleão, em 1800.
Convencido que os níveis dos dois mares eram os mesmos, Lesseps convenceu o rei Said Pascha da viabilidade do seu projeto, após ter passado um mês na corte real para conseguir a permissão da obra. O primeiro passo foi criar a Companhia Geral do Canal de Suez, que recebeu a concessão para administrar o canal durante 99 anos.
No dia 25 de abril de 1859, foi iniciada a obra. Com um alto custo, esse foi o maior projeto da navegação marítima mundial. O canal foi construído com 171 quilmetros de comprimento, tendo larguras que variavam entre 160 e 200 metros e uma profundidade média de 16,2 metros.
No dia 17 de novembro de 1869, foi aberto à navegação marítima o caminho que aproximava a Europa da Ásia. Cerca de 1,5 milhão de egípcios participaram na sua construção e cerca de 125 mil morreram. Mas o canal começou logo a ser motivo de disputas políticas. No final dos trabalhos, o Egito e a França eram seus proprietários.
No entanto, a dívida externa do Egito obrigou-o a vender parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim a rota para as Índias. Portanto, em 1875, os direitos da Companhia Geral passaram para os ingleses. O caminho marítimo diminuía em 10 mil quilômetros a distância até as colónias na Ásia. França, Inglaterra e Egito decidiram manter a neutralidade desta área.
Mas a criação de Israel, em 1948, levou o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser a proibir a passagem de navios israelitas no Canal do Suez. Posteriormente, em guerras da região, o canal foi várias vezes bombardeado e chegou a ser fechado, em 1967. Passados oito anos, o presidente egípcio Anuar el Sadat mandou reabrir aquele caminho.

 

 





Hoje na história: Mario Monicelli

28 11 2017

No dia 29 de novembro de 2010, faleceu Mario Monicelli. Foi um importante argumentista e diretor de cinema italiano. Entre os seus filmes mais conhecidos, estão: “Boccaccio” (1962), “Casanova” (1965), “O pequeno burguês” (1977). Mais recentemente, fez: “Um Outro Mundo é Possível” (2001) e “Cartas da Palestina” (2002). O seu último filme foi: “As Rosas do Deserto” (2006).
Diversos outros filmes merecem destaque, na sua longa carreira, onde trabalhou com os maiores atores da Itália: Totò, Vittorio De Sica, Sophia Loren, Marcello Mastroianni, Vittorio Gassman, Ugo Tognazzi, Anna Magnani, Alberto Sordi, Monica Vitti, Enrico Montesano, Giancarlo Giannini, Giuliano Gemma, Gian Maria Volonté…





Hoje na história: Erico Veríssimo

27 11 2017

No dia 28 de novembro de 1975, faleceu Erico Verissimo. Foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX. Natural do Rio Grande do Sul, o autor costumava colocar o Estado nos contos, crônicas e romances que escrevia. Diferentemente de outros escritores, Erico Veríssimo não utilizava uma linguagem caracterizada pelo regionalismo.
A sua obra mais importante de Veríssimo é “O Tempo e o Vento”, uma trilogia histórica que chegou a ser adaptada para a televisão. “Incidente em Antares” e “Olhai os Lírios do Campo” também receberam versões televisivas. O filho de Érico, Luis Fernando Veríssimo seguiu a carreira do pai e se estabeleceu como escri





Memórias: El Lissitzky

25 11 2017

No dia 23 de novembro de 1890, nasceu El Lissitzky. Foi um arquiteto, designer, fotógrafo, pintor e tipógrafo russo. Lissitzky foi uma figura relevante da vanguarda russa. Influenciado por Malevich e pelo construtivismo, produziu uma série de obras chamadas “PROUN” (“Projeto para a Afirmação do Novo”) e foi autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda da União Soviética. Por António José André.
Lissitzky (cujo verdadeiro nome era Lazar Morduchovitch) nasceu, no dia 23 de novembro de 1890, em Polchinok. Interessado desde cedo pelo desenho, matriculou-se no Instituto Técnico de Damstard, em 1909. Regressou à Rússia, em 1914, por causa do início da I Guerra Mundial.
Em 1915, entrou para o Instituto Politécnico de Riga e terminou os estudos como Engenheiro-Arquiteto. Começou a lecionar com 15 anos, atividade que manteve ao longo da vida.
Com a revolução de 1917, Lissitzky entrou nos movimentos vanguardistas do seu país, colaborando na decoração das rua de Moscovo. Em 1919, conheceu Malevich e tornou-se suprematista.
Em 1919, Lissitzky foi convidado por Chagal (juntamente com Malevich) para fazer parte da Academia de Arte Livre de Vitebsk, onde ensinou arquitetura e artes gráficas.  Nesse ano, Lissitzky fez o seu primeiro quadro “PROUN” (palavra formada pelas iniciais de “Projeto para a Afirmação do Novo”, em russo) e aderiu ao grupo Unovis.
Nos quadros “PROUN”, combinou elementos suprematistas e construtivistas para unir arte e arquitectura em harmonia com os modernos meios tecnológicos.
Lissitzky ficou responsável para fazer a ponte entre a vanguarda russa e o resto da Europa ocidental. Em 1920, passou a ser membro do Inkhuk (Instituto de Cultura Artística de Moscovo).
Em 1921, associou-se ao grupo construtivista, através da sua amizade com Tatlin (professor no Laboratório Estatal Superior de Arte e Técnica). Em 1922, organizou uma Exposição na Galería Van Diemen, em Berlím.
Nos anos 20, o papel de Lissitzkyfoi fundamental para propagar a nova arte russa na Europa, através de viagens, textos e organização de exposições, tendo exercido uma importante influência sobre los artistas da Bauhaus.
Lissitzky fundou com Ladovski o grupo ASNOVA (1923-1925), tentando aplicar os princípios do construtivismo na arquitetura. De 1922 a 1928, viveu na Alemanha.
Lissitzky realizou grande propaganda cultural como editor e desenhador de capas para revistas, chegando a expor as suas ideias acerca da arquitetura na revista “Gelstaltung”.
Em 1923, experimentou novos projetos tipográficos para o livro de Maiakovsky. Em 1924, passou uma temporada na Suíça, colaborando com Schwitters na revista dadaísta “Merz” e num livro de Arp.
En 1925, regressou a Moscovo. Em 1926, colaborou na organização da Internationale Kunstausstellung de Dresde, que acolheu obras de Mondrian, Picabia, Moholy-Nagy e Gabo;
Lissitzky fez cartazes e desenvolveu novos conceitos de desenho gráfico com formas geométricas simples, conseguindo uma captação imediata das mensagens propagandísticos.
Lissitzky trabalhou em muitos sectores, sobretudo na arquitetura e desenho de interiores. Móveis, ilustração e composição de revistas também ocuparam grande parte da sua vida.
El Lissitzky morreu, no dia 30 de dezembro de 1941, em Moscovo. A sua obra exerceu grande influência nos movimentos construtivistas. Foi pioneiro em técnicas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX.