Memórias: Lucky Dube

18 10 2018

No dia 18 de outubro de 2007, morreu Lucky Dube. Foi um músico sul-africano e ativista anti-apartheid, tendo sido o artista da África do Sul que mais vendeu discos na história do Reggae. Por António José André.
Lucky Dube nasceu, em Ermelo (Mpumalanga), no dia 3 de agosto de 1964. Os pais separaram-se antes do seu nascimento. Juntamente com os seus dois irmãos, passou grande parte da infância com a avó.
Na infância, Dube trabalhou como jardineiro, mas percebeu que não ganhava o suficiente para alimentar a família e começou a frequentar a Escola. Ali juntou-se a um coro e formou a sua primeira banda “The Band Air Route”.
Enquanto estudava, Dube descobriu o movimento Rastafari. Aos 18 anos, criou a banda “Love Brothers”, que tocava música Pop. Depois dum quinto álbum, os trabalhos posteriores foram gravados como Lucky Dube.
Lucky Dube gravou 22 álbuns em zulu, inglês e africâner durante cerca de vinte e cinco anos de carreira e foi o artista sul-africano que mais vendeu discos na história do Reggae.
Lucky Dube ficou conhecido pelas suas canções sobre os enormes problemas africanos tendo sido um dos grandes críticos do regime do Apartheid. Um dos seus álbuns foi banido pelo governo segregacionista.
No dia 18 de outubro de 2007, Lucky Dube foi morto num pequeno bairro de Johanesburgo. Os relatórios da polícia sugeriram que Dube foi morto por carjackers. Este crime chocou a África do Sul.
Pode escutar aqui “Together as One”, um dos hinos contra o Apartheid:

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Memórias: Mercedes Sosa

4 10 2018

No dia 4 de outubro de 2009, morreu Mercedes Sosa. Foi uma cantora argentina. das grandes expoentes do movimento conhecido como “Nueva Canción”. Ficou conhecida como a voz das/dos “sem voz”. Por António José André.
Mercedes Sosa nasceu a 9 de julho de 1935, em San Miguel de Tucumán (noroeste da Argentina). Desde pequena, gostava de expressões artísticas populares. Mais tarde, gostava de bailar e ensinar danças folclóricas.
Quando tinha 15 anos, ganhou um concurso promovido pela rádio da sua cidade, apresentando-se com o pseudónimo de Gladys Osório. Foi o início de uma carreira dedicada à música folclórica argentina e latino-americana.
Em 1965, Mercedes Sosa foi a revelação do Festival Nacional de Folclore de Cósquin. Em 1967, realizou a sua primeira tournée pelos Estados Unidos e Europa. No início dos anos 70, gravou “Cantata sudamericana” e “Mujeres argentinas”, dois álbuns que a confirmaram como grande artista.
As obras desse período evidenciaram a sua rebeldia para com os tradicionalismos e a sua relação inorgânica de trinta anos com o Partido Comunista Argentino.
Essa relação custar-lhe-ia a perseguição da extrema direita, do governo Juan Perón e a censura das canções nos meios de comunicação durante a ditadura militar argentina
Em 1979, durante um concerto na cidade de La Plata, foi presa juntamente com o público. A partir daí começou o exílio que a levou a Paris e Madrid. Em 1982, regressou à Argentina, quando os militares deixaram o poder.
Nesse ano, realizou também uma sequência de apresentações, que foram compiladas num disco histórico: “En Vivo en Argentina”. Desde então, foi uma figura de relevância internacional e gravou canções com os melhores músicos do seu tempo.
Mecedes Sosa ficou conhecida como a voz das/dos “sem voz”. Tornou-se uma das grandes expoentes do movimento “Nueva Canción”, que propunha uma evolução da música folclórica com a integração de outras vertentes populares.
Escutemos esta bela canção:





Memórias: Paulo Freire

19 09 2018

No dia 19 de setembro de 1921, nasceu Paulo Freire. Foi um pedagogo e filófoso brasileiro. Influenciou o movimento chamado “Pedagogia Crítica” e destacou-se na área da educação popular, voltada para a escolarização e para a formação da consciência política. Por António José André.
Paulo Frreire nasceu, no dia 19 de setembro de 1921, em Recife (Pernambuco). Aprendeu a ler e a escrever com os pais no quintal da casa onde nascera. Em 1929, mudou-se com a família para Jaboatão.
Em 1933, Paulo Freire perdeu o pai e os estudos foram adiados. Em 1943, entrou na Faculdade de Direito do Recife onde se licenciou. Depois, doutorou-se em Filosofia da Educação na mesma universidade.
As suas primeiras atividades profissionais foram o ensino da língua portuguesa e a alfabetização de pessoas pobres. Na década 60, destacou-se por desenvolver um método de alfabetização de adultos/as que dispensava o uso das cartilhas tradicionais.
O método “Paulo Freire” consistia em procurar palavras e temas significativos da vida do/a aluno/a, mostrando o seu significado social de modo a superar a visão acrítica do mundo e ter uma postura conscientizada.
Em 45 dias, Paulo Freire alfabetizou 300 trabalhadores rurais do Rio Grande do Norte. Esses excelentes resultados fizeram com que o método fosse incluído no Plano Nacional de Alfabetização do presidente João Goulart.
Após o golpe militar de 1964, Paulo Freire esteve preso durante 70 dias. Depois teve que se exilar na Bolívia e no Chile, onde desenvolveu atividades educativas e humanitárias, além de escrever algumas obras.
Em 1968, Paulo Freire escreveu a sua obra mais célebre: “Pedagogia do Oprimido”. Até 1980, foi desenvolvendo atividades relacionadas com a alfabetização em Genebra e em países africanos de língua portuguesa
Em 1980, Paulo Freire regressou ao Brasil. Filiou-se no Partido dos Trabalhadores, em São Paulo, tendo sido supervisor do programa do PT para a Alfabetização de Adultos.
Paulo Freire publicou, entre outros, o seguintes livros: “Educação como prática da Liberdade”, “Cartas à Guiné-Bissau. Registos de uma Experiência em Processo”, “Educação e Mudança” e “Pedagogia de Autonomia”.
Paulo Freire destacou-se pelo seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência política. Faleceu, no dia 2 de maio de 1997, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.





Memórias: Langston Hughes

23 05 2018

No dia 22 de maio de 1967, morreu Langston Hughes. Foi um poeta, novelista, dramaturgo, colunista e ativista social norte-americano. Foi um dos líderes do movimento modernista “Harlem Renaissance”. Por António José André.
Hughes nasceu dia 1 Fevereiro de 1902, no Missouri. Passou a infância com a avó materna, no Kansas. Viveu algum tempo com o pai, no México, deixando-o por causa do desprezo pela raça. Viajou por mar e trabalhou em França e Itália. Depois, apareceu na cena literária de Harlem, publicando nas revistas “Crisis” e “Oportunity” (de 1921 a 1925).
Langston Hughes foi o mais famoso do movimento modernista “Harlem Renaissance”, que contou com muitos outros autores: Claude McKay, Jean Toomer, Zora Neale Hurston… Esse movimento também lançou as carreiras musicais de Billie Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan…
“The negro Artist and the Racial Mountain” (1926) converteu-se no Manifesto desse movimento. Em 1935, pôs em cena o drama “Mulato”, violenta acusação contra o sistema racial do Sul, centrado num personagem alienado, tanto no mundo dos negros, como no dos brancos.
A experiência da Guerra civil espanhola, que presenciou em 1937, como correspondente na frente republicana, inspirou-lhe vibrantes poesías levando-o a um compromisso político com posições claramente de esquerda, pasando a fser perseguido durante o macartismo.
Hughes foi um dos maiores expoentes da “Harlem Renaissance”, sendo o principal representante da cultura afro-americana e um dos mais brilhantes poetas. A sua escrita e as suas intervenções públicas tiveram como objetivo o progresso social e civil da população afro-americana dos Estados Unidos.
O seu trabalho viria a influenciar outros autores: Léon Damas, Léopold Senghor e Aimé Césaire… Langston Hughes foi um dos escritores que mais influenciaram a poesia contemporânea africana de língua inglesa, em particular, a da África do Sul.
Veja também: https://www.youtube.com/watch?v=B3PmUcJbFAo





Memórias: Andrei Tarkovski

28 12 2017

No dia 28 de dezembro de 1986, faleceu Andrei Tarkovski. Foi um realizador de cinema russo. Era conhecido no estrangeiro como o realizador soviético menos ortodoxo. Após a sua morte e depois da queda do regime, passou a ser um ícone para várias gerações.. Por António José André.
Tarkovski nasceu, no dia 4 de abril 1932. Os pais viviam numa vila na região do Volga. O seu pai era o poeta Arseni Tarkovsky e a suamãe uma atriz. A mãe criou-o sózinha, porque o pai os deixara, quando ele cinco cinco anos.
Quando se mudaram para Moscovo, foi estudar na Escola de Zamoskvorechye, onde conheceu o poeta Andrei Voznesensky. Tarkovski estudou música e pintura, evidenciando uma veia artística.
Tarkovski formou-se em Geologia, mas abandonou a profissão por amor ao Cinema. Entrou para a Escola Soviética de Cinema (VGIK), onde teve como tutor o realizador Mijail Romm.
O seu primeiro filme foi «A Infância de Ivan» (1962). O filme seguinte «Andrei Rublev» (1966) foi considerado uma obra-prima. Tarkovsky abordara a vida dum grande pintor, mostrando o silêncio que se mantinha na União Soviética.
Depois fez duas obras-primas, «Solaris» (1972) e «Stalker» (1979). Sem grandes recursos materiais e tecnológicos, estes filmes foram um conributo para a ficção.do século XX. O seu último filme foi, “Sacrificio” (1986).
Tarkovsky era um existencialista. Queria conhecer a fundo a consciência humana. Um dia afrimou que “através do Cinema era necessário apontar os problemas mais complexos do mundo”.
Tarkovski era conhecido no estrangeiro como o realizador “soviético” menos ortodoxo, No entanto, os seus filmes tinham uma distriuiição mínima no seu país. Em 1984, Tarkovsky exilou-se em Itália. Após a sua morte e depois da queda do regime, passou a ser um ícone para várias gerações.

 





Hoje na História: Independência da Finlândia

5 12 2017

No dia 6 de dezembro de 1917, a Finlândia tornou-se independente, após oito séculos dominada por vários países. Hoje é uma referência em qualidade de vida e tecnologia. A Finlândia emancipou-se da Rússia. proclamando a sua independência, no dia 6 de dezembro de 1917, e aproveitando as desordens provocadas pela Iª Guerra Mundial e pela Revolução Russa.
No dia 6 de dezembro, é celebrada a independência da Finlândia, duramente conquistada. No dia 28 de fevereiro, celebra-se a identidade finlandesa: – aniversário da publicação de “Kalevala” (epopeia nacional da Finlândia, escrita por Elias Lönnrot).
A Finlândia (em finlandês: ‘‘Suomi’’ ou ‘‘País dos Mil Lagos’’) foi inicialmente povoada por lapões e depois por nómadas estonianos e húngaros. Estes údeixaram um idioma bastante particular do grupo linguístico fino-úgrico, próximo do mongol e do turco.
Em 1157, os suecos ocuparam o território. Em 1809, a Suécia cedeu a Finlândia ao czar Alexandre I, após o Tratado de Hamina, tornando-se um grão-ducado dos czares russos..





Hoje na história: Karlheinz Stockhausen

4 12 2017

Hoje na história: no dia 5 de dezembro de 2007, morreu Karlheinz Stockhausen. Foi um compositor alemão de música contemporânea e colega de Pierre Boulez.
Stockhausen. é considerado um dos maiores compositores do final do século XX. Foi responsável por grandiosos trabalhos artísticos. As suas obras revolucionaram a percepção de ritmo, melodia e harmonia.
Das suas obras destacam-se: “Helikopter-Streichquartettum” – quarteto de cordas com helicópteros e “Licht”” – ópera baseada em textos sânscritos e budistas que tem suas partes distribuídas pelos dias da semana.
Visite também: http://www.stockhausen.org/