Hoje na história: Roelof Frankot

24 11 2017

No dia 24 de novembro de 1911, nasceu Roelof Frankot, Foi um pintor e fotógrafo holandês. Teve uma forte relação forte com o movimento COBRA. As suas artes finais eram similares às desse movimento; pinturas muito abstratas e espontâneas em cores fortes. As publicações das suas pinturas eram acompanhadas de pequenos poemas escritos por ele mesmo. Frankot foi considerado um inovador da arte holandesa. Durante a sua carreira, fez muitas exposições na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina.

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Hoje na história: Lautréamont

23 11 2017

No dia 24 de novembro de 1870, morreu Lautréamont. Foi um poeta uruguaio, que viveu em França. A sua poesia foi apreciada por André Breton, que o considerava um precursor do surrealismo. Foi autor da obra: “Os Cantos de Maldoror”.
“Lautréamont” nasceu, em Montevideu (Urugyuai), e passou a infância no Uruguai, onde o pai era cônsul francês. Foi enviado para estudar, em França, onde foi aluno do Liceu de Tarbes. Em 1867, mudou-se para Paris, a fm de estudar na Escola Politécnica. Desde esse momento, a sua vida gerou uma lenda que o apresentava como enigmático e extravagante.
Em 1869, Lautreamont publicou “Os Cantos de Maldoror”, obra de poesia em prosa, composta por seis partes, com imagens apocalípticas que apelam à violência e à destruição. Nessa altura, os “Cantos” não foram distribuídos com medo do editor sofrer represálias.
A obra foi publicada, em 1920, quando os surrealistas a reinvindicaram como antecedente do surrealismo. Nota: a banda portuguesa “Mão Morta” trabalhou temas e fez encenação com base nos “Cantos de Maldoror”.

 





Hoje na história: El Lissitzky

22 11 2017

No dia 23 de novembro de 1890, nasceu El Lissitzky. Foi um arquiteto, designer, fotógrafo, pintor e tipógrafo russo. Foi uma figura relevante da vanguarda russa. Influenciado por Kazimir Malevich e pelo construtivismo, produziu uma série de obras chamadas “PROUN” (“Projetos de Afirmação do Novo na Arte”). Foi autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda para a União Soviética. A sua obra exerceu grande influência na Bauhaus e nos movimentos construtivistas, tendo sido pioneiro em técnicas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX. Por António José André.

Eis alguns trabalhos deste grande artista;

Veja também: https://pt.slideshare.net/MargThompson/el-lissitzky-15412407

 





29 NOV: Apresentação do livro “10 Dias Que Abalaram o Mundo”

10 11 2016

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No dia 29 de novembro (3ªfeira), vai haver uma sessão pública, promovida Por Mão Própria , para a apresentação do livro “10 Dias Que Abalaram o Mundo” (Edições Combate)**. O evento, que contará com as presenças de Alda Sousa (Prof. Universitária), Catarina Agreira (Estudante) e João Gaspar (Jornalista), decorrerá no Café Santa Cruz (Coimbra), às 21h30.
Em 2017, assinalar-se-ão os 100 anos da Revolução Russa. Esta edição comemorativa do clássico de John Reed, prefaciada por Francisco Louçã e ilustrada por Catherine Boutaud, constitui um documento fundamental para a compreender em tudo aquilo que ela teve de transformador e contraditório.
** Ver em: http://www.combate.info/





Memórias: Ottavio Bottecchia

4 08 2016

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No dia 1 de agosto de 1894, nasceu Ottavio Bottecchia. Foi um ciclista italiano, que venceu duas vezes a Volta à França, em 1923 e 1925. Era comunista e morreu aos 33 anos num acidente misterioso. Por António José André.
Bottecchia nasceu em Colle Umbertonuma, pequena aldeia da Úmbria (Itália). De família humilde e quase analfabeto, começou a trabalhar como pedreiro até aprender a andar de bicicleta, na época da Iª Guerra Mundial.
Bottecchia foi encontrado moribundo, a 3 de Junho de 1927, com uma fratura no crânio, numa clavícula e escoriações noutros ossos. Levado para o hospital de Gemona del Friuli, acabaria por falecer 11 dias depois. Tinha 33 anos de idade.
A estranha morte de Ottavio Bottecchia
Bottecchia faleceu, a 14 de junho de 1927, em circunstâncias estranhas. Um agricultor de Peonis, localidade próxima da povoação onde residia Bottecchia, encontrou-o moribundo na berma da estrada.
Oficialmente, a sua morte foi considerada resultado de um acidente, quando treinava. A primera teoria falava de uma insolação que o fizera cair ao solo. A sua bicicleta estava a alguns metros dali: não sido roubada, nem danificada.
Alguns, defenderam que teria sido a participação de uma quadrilha de fascistas, como represália pelas ideias comunistas de Bottecchia e pela sua oposição frontal ao regime de Mussolini.
A investigação oficial encerrou, dando por certa a teoria do acidente e a famiíia do ciclista, que receceu uma suculenta indemnização pela sua morte, não mostrou interesse em procurar saber mais.
Mas, nos anos seguintes, para acrescentar confusão à história, 2 pessoas culparam-se da morte de Bottecchia. Primeiro, foi um emigrante italiano detido, em Nova Iorque, que declarou ter assassinado Bottecchia a mando de um dirigente fascista.
Duas décadas depois, um camponês propietário da vinha, onde tinha sido encontrado o corpo moribundo de Bottecchia, confessara ter assassinado acidentalmente o ciclista.
Quase nove décadas depois da morte de Bottecchia, as causas da mesma continuam envoltas – tal como a sua personalidade – num manto misterioso.





Memórias: Mário Dionísio

25 07 2016

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No dia 16 de Julho de 1916, nasceu em Lisboa, Mário Dionísio. Foi escritor, professor e crítico de arte. Foi um dos mais importantes teorizadores do neo-realismo português. Por António José André.

Mário Dionísio frequentou os liceus Luís de Camões e Gil Vicente, em Lisboa, e o liceu André Gouveia, em Évora. Em 1940, licenciou-se em Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Durante vinte anos, Mário Dionísio foi professor do ensino secundário no Liceu Camões, em Lisboa. Depois do 25 de Abril, foi professor associado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, até 1986.

Mário Dionísio colaborou em diversos jornais e revistas: Altitude, Diário de Lisboa, Gazeta Musical, Mundo Literário, Presença, Revista de Portugal, Seara Nova e Vértice.

Enquanto artista plástico, Mário Dionísio usou os pseudónimos de Leandro Gil e José Alfredo Chaves. Participou em muitas exposições colectivas, Realizou a sua primeira exposição individual, em 1989.

Mário Dionísio prefaciou obras de vários autores: Alves Redol, Carlos de Oliveira, José Cardoso Pires, José Gomes Ferreira, Júlio Pomar e Manuel da Fonseca.

No domínio da ficção, Mário Dionísio publicou, entre outras obras, “As Solicitações e Emboscadas” (1950), “Riso Dissonante” (1950), “Memória de um Pintor Desconhecido” (1965) e “Le Feu Qui Dort” (1967).

Em Setembro de 2009, abriu a Casa da Achada, em Lisboa, que constitui um importante pólo cultural onde se pode encontrar o espólio de Mário Dionísio. Veja aqui: http://www.centromariodionisio.org/





Memórias: Vinicius de Moraes

11 07 2016

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No dia 9 de julho de 1980, morreu Vinicius de Moraes, um dos mais populares poetas brasileiros. Vinicius foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta, cantor e compositor. Por António José André.
Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes nasceu, dia 19 de Outubro de 1913, no Rio de Janeiro. Era filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da perfeitura, poeta, violonista amador, e de Lídia Cruz de Moraes, pianista amadora.
Vinicius viveu toda a infância no Rio de Janeiro. Nasceu no bairro da Gávea e, aos três anos, mudou-se para Botafogo, morando com os avós e frequentando a Escola Primaria. Foi na sua infância que escreveu os primeiros versos.
Em 1924, Vinicius entrou para o Colégio Santo Inácio, onde cantava no coro da igreja. Em 1929, a família voltou para Gávea. Nesse ano, entrou para a Faculdade de Direito. Em 1933, concluiu o curso e publicou “O Caminho para a Distância”.
Em 1935, publicou o livro “Forma e Exegese”. Em 1938, ganhou uma bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas, na Universidade de Oxford. Nesse ano, publicou “Os Novos Poemas”.
Com o inicio da II Guerra Mundial, voltou para o Rio de Janeiro. Nos anos seguintes publicou muitos poemas e ficou conhecido como um dos grandes poetas do amor, tornando-se assim um dos mais populares da Literatura Brasileira.
A sua obra foi vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, Vinicius considerou que a poesia foi a sua primeira e maior vocação. No campo musical, teve como principais parceiros: Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.

Escute aqui: https://www.youtube.com/watch?v=TueK35ZEW-c