Hoje na História: Independência da Finlândia

5 12 2017

No dia 6 de dezembro de 1917, a Finlândia tornou-se independente, após oito séculos dominada por vários países. Hoje é uma referência em qualidade de vida e tecnologia. A Finlândia emancipou-se da Rússia. proclamando a sua independência, no dia 6 de dezembro de 1917, e aproveitando as desordens provocadas pela Iª Guerra Mundial e pela Revolução Russa.
No dia 6 de dezembro, é celebrada a independência da Finlândia, duramente conquistada. No dia 28 de fevereiro, celebra-se a identidade finlandesa: – aniversário da publicação de “Kalevala” (epopeia nacional da Finlândia, escrita por Elias Lönnrot).
A Finlândia (em finlandês: ‘‘Suomi’’ ou ‘‘País dos Mil Lagos’’) foi inicialmente povoada por lapões e depois por nómadas estonianos e húngaros. Estes údeixaram um idioma bastante particular do grupo linguístico fino-úgrico, próximo do mongol e do turco.
Em 1157, os suecos ocuparam o território. Em 1809, a Suécia cedeu a Finlândia ao czar Alexandre I, após o Tratado de Hamina, tornando-se um grão-ducado dos czares russos..

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Memórias: El Lissitzky

25 11 2017

No dia 23 de novembro de 1890, nasceu El Lissitzky. Foi um arquiteto, designer, fotógrafo, pintor e tipógrafo russo. Lissitzky foi uma figura relevante da vanguarda russa. Influenciado por Malevich e pelo construtivismo, produziu uma série de obras chamadas “PROUN” (“Projeto para a Afirmação do Novo”) e foi autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda da União Soviética. Por António José André.
Lissitzky (cujo verdadeiro nome era Lazar Morduchovitch) nasceu, no dia 23 de novembro de 1890, em Polchinok. Interessado desde cedo pelo desenho, matriculou-se no Instituto Técnico de Damstard, em 1909. Regressou à Rússia, em 1914, por causa do início da I Guerra Mundial.
Em 1915, entrou para o Instituto Politécnico de Riga e terminou os estudos como Engenheiro-Arquiteto. Começou a lecionar com 15 anos, atividade que manteve ao longo da vida.
Com a revolução de 1917, Lissitzky entrou nos movimentos vanguardistas do seu país, colaborando na decoração das rua de Moscovo. Em 1919, conheceu Malevich e tornou-se suprematista.
Em 1919, Lissitzky foi convidado por Chagal (juntamente com Malevich) para fazer parte da Academia de Arte Livre de Vitebsk, onde ensinou arquitetura e artes gráficas.  Nesse ano, Lissitzky fez o seu primeiro quadro “PROUN” (palavra formada pelas iniciais de “Projeto para a Afirmação do Novo”, em russo) e aderiu ao grupo Unovis.
Nos quadros “PROUN”, combinou elementos suprematistas e construtivistas para unir arte e arquitectura em harmonia com os modernos meios tecnológicos.
Lissitzky ficou responsável para fazer a ponte entre a vanguarda russa e o resto da Europa ocidental. Em 1920, passou a ser membro do Inkhuk (Instituto de Cultura Artística de Moscovo).
Em 1921, associou-se ao grupo construtivista, através da sua amizade com Tatlin (professor no Laboratório Estatal Superior de Arte e Técnica). Em 1922, organizou uma Exposição na Galería Van Diemen, em Berlím.
Nos anos 20, o papel de Lissitzkyfoi fundamental para propagar a nova arte russa na Europa, através de viagens, textos e organização de exposições, tendo exercido uma importante influência sobre los artistas da Bauhaus.
Lissitzky fundou com Ladovski o grupo ASNOVA (1923-1925), tentando aplicar os princípios do construtivismo na arquitetura. De 1922 a 1928, viveu na Alemanha.
Lissitzky realizou grande propaganda cultural como editor e desenhador de capas para revistas, chegando a expor as suas ideias acerca da arquitetura na revista “Gelstaltung”.
Em 1923, experimentou novos projetos tipográficos para o livro de Maiakovsky. Em 1924, passou uma temporada na Suíça, colaborando com Schwitters na revista dadaísta “Merz” e num livro de Arp.
En 1925, regressou a Moscovo. Em 1926, colaborou na organização da Internationale Kunstausstellung de Dresde, que acolheu obras de Mondrian, Picabia, Moholy-Nagy e Gabo;
Lissitzky fez cartazes e desenvolveu novos conceitos de desenho gráfico com formas geométricas simples, conseguindo uma captação imediata das mensagens propagandísticos.
Lissitzky trabalhou em muitos sectores, sobretudo na arquitetura e desenho de interiores. Móveis, ilustração e composição de revistas também ocuparam grande parte da sua vida.
El Lissitzky morreu, no dia 30 de dezembro de 1941, em Moscovo. A sua obra exerceu grande influência nos movimentos construtivistas. Foi pioneiro em técnicas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX.





Hoje na história: Roelof Frankot

24 11 2017

No dia 24 de novembro de 1911, nasceu Roelof Frankot, Foi um pintor e fotógrafo holandês. Teve uma forte relação forte com o movimento COBRA. As suas artes finais eram similares às desse movimento; pinturas muito abstratas e espontâneas em cores fortes. As publicações das suas pinturas eram acompanhadas de pequenos poemas escritos por ele mesmo. Frankot foi considerado um inovador da arte holandesa. Durante a sua carreira, fez muitas exposições na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina.





Hoje na história: Lautréamont

23 11 2017

No dia 24 de novembro de 1870, morreu Lautréamont. Foi um poeta uruguaio, que viveu em França. A sua poesia foi apreciada por André Breton, que o considerava um precursor do surrealismo. Foi autor da obra: “Os Cantos de Maldoror”.
“Lautréamont” nasceu, em Montevideu (Urugyuai), e passou a infância no Uruguai, onde o pai era cônsul francês. Foi enviado para estudar, em França, onde foi aluno do Liceu de Tarbes. Em 1867, mudou-se para Paris, a fm de estudar na Escola Politécnica. Desde esse momento, a sua vida gerou uma lenda que o apresentava como enigmático e extravagante.
Em 1869, Lautreamont publicou “Os Cantos de Maldoror”, obra de poesia em prosa, composta por seis partes, com imagens apocalípticas que apelam à violência e à destruição. Nessa altura, os “Cantos” não foram distribuídos com medo do editor sofrer represálias.
A obra foi publicada, em 1920, quando os surrealistas a reinvindicaram como antecedente do surrealismo. Nota: a banda portuguesa “Mão Morta” trabalhou temas e fez encenação com base nos “Cantos de Maldoror”.

 





Hoje na história: El Lissitzky

22 11 2017

No dia 23 de novembro de 1890, nasceu El Lissitzky. Foi um arquiteto, designer, fotógrafo, pintor e tipógrafo russo. Foi uma figura relevante da vanguarda russa. Influenciado por Kazimir Malevich e pelo construtivismo, produziu uma série de obras chamadas “PROUN” (“Projetos de Afirmação do Novo na Arte”). Foi autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda para a União Soviética. A sua obra exerceu grande influência na Bauhaus e nos movimentos construtivistas, tendo sido pioneiro em técnicas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX. Por António José André.

Eis alguns trabalhos deste grande artista;

Veja também: https://pt.slideshare.net/MargThompson/el-lissitzky-15412407

 





29 NOV: Apresentação do livro “10 Dias Que Abalaram o Mundo”

10 11 2016

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No dia 29 de novembro (3ªfeira), vai haver uma sessão pública, promovida Por Mão Própria , para a apresentação do livro “10 Dias Que Abalaram o Mundo” (Edições Combate)**. O evento, que contará com as presenças de Alda Sousa (Prof. Universitária), Catarina Agreira (Estudante) e João Gaspar (Jornalista), decorrerá no Café Santa Cruz (Coimbra), às 21h30.
Em 2017, assinalar-se-ão os 100 anos da Revolução Russa. Esta edição comemorativa do clássico de John Reed, prefaciada por Francisco Louçã e ilustrada por Catherine Boutaud, constitui um documento fundamental para a compreender em tudo aquilo que ela teve de transformador e contraditório.
** Ver em: http://www.combate.info/





Memórias: Ottavio Bottecchia

4 08 2016

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No dia 1 de agosto de 1894, nasceu Ottavio Bottecchia. Foi um ciclista italiano, que venceu duas vezes a Volta à França, em 1923 e 1925. Era comunista e morreu aos 33 anos num acidente misterioso. Por António José André.
Bottecchia nasceu em Colle Umbertonuma, pequena aldeia da Úmbria (Itália). De família humilde e quase analfabeto, começou a trabalhar como pedreiro até aprender a andar de bicicleta, na época da Iª Guerra Mundial.
Bottecchia foi encontrado moribundo, a 3 de Junho de 1927, com uma fratura no crânio, numa clavícula e escoriações noutros ossos. Levado para o hospital de Gemona del Friuli, acabaria por falecer 11 dias depois. Tinha 33 anos de idade.
A estranha morte de Ottavio Bottecchia
Bottecchia faleceu, a 14 de junho de 1927, em circunstâncias estranhas. Um agricultor de Peonis, localidade próxima da povoação onde residia Bottecchia, encontrou-o moribundo na berma da estrada.
Oficialmente, a sua morte foi considerada resultado de um acidente, quando treinava. A primera teoria falava de uma insolação que o fizera cair ao solo. A sua bicicleta estava a alguns metros dali: não sido roubada, nem danificada.
Alguns, defenderam que teria sido a participação de uma quadrilha de fascistas, como represália pelas ideias comunistas de Bottecchia e pela sua oposição frontal ao regime de Mussolini.
A investigação oficial encerrou, dando por certa a teoria do acidente e a famiíia do ciclista, que receceu uma suculenta indemnização pela sua morte, não mostrou interesse em procurar saber mais.
Mas, nos anos seguintes, para acrescentar confusão à história, 2 pessoas culparam-se da morte de Bottecchia. Primeiro, foi um emigrante italiano detido, em Nova Iorque, que declarou ter assassinado Bottecchia a mando de um dirigente fascista.
Duas décadas depois, um camponês propietário da vinha, onde tinha sido encontrado o corpo moribundo de Bottecchia, confessara ter assassinado acidentalmente o ciclista.
Quase nove décadas depois da morte de Bottecchia, as causas da mesma continuam envoltas – tal como a sua personalidade – num manto misterioso.