Memórias: Rosa Luxemburgo

11 01 2019

No dia 15 de janeiro de 1919, norreu Rosa Luxemburgo. Foi uma filósofa e economista polaco-alemã, conhecida pela militância revolucionária no Partido Social-Democrata Alemão (SPD) e pela criação do Partido Comunista Alemão (KPD). Por António José André.
Rosa Luxemburgo nasceu, a 5 de março de 1871. Era a mais nova de cinco filhos de uma família judaica polaca de classe média. Desde muito jovem, começou a interessar-se por política.
Em 1889, Rosa Luxemburgo deixou a Polónia e foi para Zurique (Suíça), onde estudou Ciências Naturais e Economia Política. Em 1898, casou-se com um trabalhador alemão, Gustavo Lubeck, e adquiriu a cidadania alemã.
Depois, foi viver para Berlim e filiou-se no SPD: na ocasião a mais importante organização do socialismo internacional. Ainda antes da Primeira Guerra Mundial, Rosa Luxemburgo teve posições ideológicas firmes.
Rosa Luxemburgo defendia uma greve geral que poderia radicalizar a ação dos trabalhadores e dar lugar a uma revolução socialista internacional. Ela e companheiros da esquerda do SPD opunham-se à participação da Alemanha na Primeira Guerra Mundial. vendo-a como um conflito imperialista que não beneficiaria os trabalhadores.
Em dezembro de 1914, Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht fundaram a Liga Espartaquista, em homenagem a Spartacus (escravo que, em 73 A.C., liderou escravos fugidos da escola de gladiadores, em Capua, que lutaram contra a classe dirigente romana, durante 2 anos, com 90 mil homens).
Em 1915, Rosa Luxemburgo publicou o livro, “A Crise na Social-Democracia Alemã”, no qual acusava a social-democracia de ter traído a classe operária alemã ao defender um esforço de guerra de cunho capitalista e imperialista.
“A única solução para a crise”, afirmava Rosa Luxemburgo, “devia ser uma revolução internacional de classe”. Em maio de 1916, após uma manifestação espartaquista contra a Guerra, Rosa Luxemburgo foi detida.
Em novembro de 1918, Rosa Luxemburgo foi libertada. Nessa altura, começou a transformação da Liga em Partido Comunista Alemão (KPD). Em janeiro de 1919, os espartaquistas reuniram-se, em Berlim, para desencadear uma revolta contra o governo de Von Baden e Friedrich Ebert.
Rosa Luxemburgo juntou-se a eles relutantemente, defendendo que a insurreição deveria ter um amplo apoio popular. Mas não os conseguiu impedir. A 10 de janeiro, os espartaquistas lançaram um ataque.
Ebert ordenou que o exército subjugasse a revolta. Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht foram capturados e assassinados. O corpo de Rosa Luxemburgo foi atirado para um canal, em Berlim, sendo recuperado 5 meses mais tarde.
No dia 15 de janeiro de 1919, norreu Rosa Luxemburgo. Foi uma filósofa, economista e militante marxista cuja morte a tornou mártir da revolução socialista internacional.
Clara Zetkin, sua companheira espartaquista, escreveu: “Em Rosa Luxemburgo, o ideal socialista era uma paixão dominante e poderosa tanto da mente como do coração. Era a espada e a chama da revolução”.
Veja as seguintes obras em:
https://www.marxists.org/portugues/luxemburgo/index.htm
1894 – “Quais são as origens do Dia dos Trabalhadores?”
1898 – “Oportunismo e a Arte do Possível”
1899 – “Liberdade de Crítica”
1900 – “Reforma ou Revolução”
1902 – “A Jornada de Oito Horas no Congresso do Partido”
1903 – “A Teoria Marxista e o Proletariado”
1903 – “Estagnação e Progresso do Marxismo”
1905 – “A Revolução na Rússia”
1905 – “O Socialismo e as Igrejas”
1908 – “25° Aniversário da Morte de Marx”
1909 – ” A Questão Nacional e a Autonomia”
1911 – “Um Equívoco Engraçado”
1914 – “A Proletária”
1915 – “A Crise da Social-Democracia”
1918 – “Assembleia Nacional ou Governo dos Conselhos?”
1918 – “A Socialização da Sociedade”
1919 – “A Ordem Reina em Berlim”

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Memórias: Ousmane Sembène

4 01 2019

No dia 1 de janeiro de 1923, nasceu Ousmane Sembène. Foi um escritor, diretor de cinema e ativista político senegalês. Considerado “pai” do Cinema Africano e uma das figuras proeminentes da literatura do sub-Sahara. Por António José André.
Ousmane Sènembe nasceu a 1 de janeiro de 1923, em Zinguinchor, povoação situada na região de Casamance (Senegal). Filho de pescadores, frequentou a Escola até aos 14 anos.
Aos 15 anos, Sènembe começou trabalhar, passando por várias profissões: pescador, aprendiz de mecânico, pedreiro, operário da ferrovia e militar. Participou em campanhas, na Itália e França, contra o fascismo e nazismo.
Depois da Segunda Guerra Mundial, Sènembe trabalhou em Marselha como estivador e tornou-se ativista sindical. Esta experiência proporcionou-lhe estudar o tema do seu primeiro livro, “Le Docker Noir” (1956).
Em 1950, filiou-se no Partido Comunista Francês, onde militou até à independência do Senegal (1960). Ousmane Sènembe formou-se como realizador de cinema, nos Estúdios Gorki de Moscovo.
De regresso a África, Sènembe desenvolveu uma dupla atvidade criativa, como escritor e realizador de cinema. Em 1963, dirigiu o seu primeiro filme “Borom Sarret” ao qual se seguiram outros 14 mais.
Sembène denunciou o nepotismo e a corrupção no filme “Le Mandat”, sendo censurado pelas críticas feitas à burguesía e à aristocracia local. Em 1969, fundou a FEPACI (Federação PanAfricana de Cineastas), que defendia os direitos deste coletivo na promoção de cinema africano.
Em 2000, Sembène iniciou um tríptico sobre o heroísmo quotidiano da mulher africana com “Faat Kiné”. Em 2005, saiu o segundo filme “Moolaadé” (2005). O terceiro não chegou a ser concluído.
“Quero manter a minha estética o mais próximo possível da narrativa oral tradicional dos nossos países. Não uso métodos de Hollywood ou do cinema europeu. A minha meta é criar uma linguagem africana”, declarou Sembène.
Ousmane Sènembe, que faleceu 9 de junho de 2007, em Dakar, é considerado “pai” do Cinema Africano e uma das figuras proeminentes da literatura do sub-Sahara.
Veja também este documentário:





14 JAN: Apresentação do livro “O Espectro dos Populismos”

31 12 2018


No dia 14 de janeiro (segunda feira), vai haver uma sessão, promovida Por Mão Própria, para a apresentação do livro “O Espectro dos Populismos” (edição: Tinta da China, 2018), que contará com as presenças de Francisco Louçã, Cecília Honório e José Manuel Pureza, sendo moderado por Camilo Soldado (jornalista). O evento decorrerá, no Café Sta Cruz, a partir das 21h30. Contamos contigo…
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Sinopse: “Há hoje um “espectro” que percorre a mundo: o espectro do populismo. Mas de que falamos quando falamos de populismo? O que é que o caracteriza de um ponto vista social, cultural e político? Como pode ser interpretado? Deve ser combatido? Se sim, como?
Os termos “populismo” e “populista” são diariamente convocados no espaço político, mediático e no senso comum, para classificar adversários políticos e as suas propostas. Foi a explosão de forças populistas pelo mundo, e a imprecisão e leviandade com que este termo tem sido usado no debate público, que motivaram os autores a escrever este livro.
Trata-se de um debate essencial para salvaguardar as democracias e para nelas aprofundar a participação dos cidadãos. A clarificação do conceito, a história e a política do(s) populismo(s), a sua relação com a ideologia, o seu valor instrumental para o centro político e para a direita, a sua aplicação na retórica neoconservadora, mas também as suas expressões entre a esquerda e os seus contextos geopolíticos – são algumas das linhas de força aqui presentes.
Pensar o populismo para o compreender e combater, é o desafio a que este livro se propõe.
Textos de Boaventura de Sousa Santos, Cecília Honório, Fernando Rosas, Francisco Louçã, João Mineiro, José Manuel Pureza, José Manuel Sobral, Luís Trindade e Manuel Loff.”





Memórias: Eugène Pottier

7 11 2018

No dia 6 de novembro de 1887, morreu Eugène Pottier. Foi um poeta, desenhador, operário e militante socialista francês. Escreveu o texto daquela que é uma das canções mais conhecidas no mundo: “A Internacional”. Por António José André.
Eugène Pottier nasceu a 4 de outubro de 1816, em Paris. Era filho de uma família pobre. Começou a trabalhar aos 13 anos, embalando caixões, em Lille. Aos 14 anos escreveu a sua primeira poesia: “Viva a Liberdade!”
Esteve presente nos diferentes acontecimentos do movimento operário europeu do século XIX. Pottier fundou a Câmara Sindical de Desenhadores. e filiou-se na Primeira Internacional.
Em 1871, Pottier foi eleito por unanimidade para o Conselho da Comuna de Paris. Lutou nas barricadas em defesa da Comuna. Após a derrota destes movimento revolucionário, refugiou-se na Inglaterra e, depois, nos EUA.
Durante o seu exílio e assumindo a condição de imigrante, Eugène Pottier escreveu o poema “Operários dos EUA e Operários de França”, no qual refletia sobre a vida dos trabalhadores sob o jugo do sistema capitalista.
Estava convencido que os trabalhadores de todas as latitudes, para além das fronteiras nacionais, tinham as eismas necessidades e o mesmo interesse de lutar para tornar possível a revolução proletária mundial.
Em 1880, quando o governo francês concedeu uma amnistía geral, Pottier regressou a Paris. Participou na fundação do Partido Operário Francês e escreveu para o jornal “O Socialista”, com Paul Lafargue.
Eugène Pottier manteve a sua atividade política e literária até à morte, no dia 8 de novembro de 1887. O cortejo fúnebre foi acompanhado por cerca de 10 mil pessoas, que empunhavam bandeiras vermelhas
Os restos mortais de Eugène Pottier estão no cemitério de Peré Lachaise, onde também estão enterrados os revolucionários, que foram fuzilados após a derrota da Comuna de París.
Eugene Pottier escrevera, em junho de 1871, o texto daquela que é uma das canções mais conhecidas no mundo: “A Internacional”. Infelizmente, morreu antes dela ser transformada em música, por Pierre Degeyter. Em 1889, foi cantada, pela primeira vez, no Congreso da Segunda Internacional.





Memórias: Carlos Lamarca

24 10 2018

Hoje na história: no dia 23 de outubro de 1937, nasceu Carlos Lamarca. Foi um militar brasileiro e um dos dirigentes da luta armada contra a ditadura militar instaurada, em 1964. Ousar lutar, ousar vencer”, era assim que terminava os seus textos. Por António José André.
Carlos Lamarca nasceu, no Rio de Janeiro, a 23 de outubro de 1937. Era filho de um carpinteiro. Fez o Ensino Secundário num Colégio de padres e, depois, entrou na Escola Preparatória de Cadetes, em Porto Alegre.
Em 1955, Lamarca foi transferido para a Academia Militar das Agulhas Negras, em Resende (Rio de Janeiro). Em 1960, chegou a aspirante a oficial. Depois foi colocado no 4º Regimento de Infantaria, em Quitaúna (S.P.).
Lamarca foi enviado para as Forças de Paz da ONU, na Palestina. Essa experiência marcou-o quanto às injustiças sociais. Ao chegar ao Brasil, foi colocado na Polícia do Exército (Porto Alegre), quando ocorreu o golpe militar de 1964.
Em 1965, Lamarca voltou para Quitaúna. Em 1967, foi promovido a capitão. Entretanto, fez contactos com grupos de esquerda que defendiam a luta armada para derrubar a ditadura, instalada com o golpe de 1964
Em 24 de janeiro de 1969, Lamarca deixou o quartel de Quitaúna (S.P.), com 63 espingardas, algumas metralhadoras e muitas munições para se juntar à organização clandestina Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Quando deixou Quitaúna, separou-se da mulher e dos filhos, enviados para Cuba na véspera da sua deserção.
Lamarca tornou-se um dos mais ativos militantes da luta armada contra o regime militar. Viveu clandestinamente 10 meses, em São Paulo, antes de seguir para o Vale da Ribeira com 16 militantes para começarem o treino de guerrilha.
Em maio de 1970, o Vale da Ribeira foi cercado por tropas do Exército e da Polícia Militar. Houve combates, mas Lamarca conseguiu escapar. Nessa operação, foram presos quatro guerrilheiros.
Lamarca participou em diversas ações, como assaltos a bancos, e comandou o rapto do embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, no Rio de Janeiro. Depois, fugiu para a Baía.
Lamarca voltou para São Paulo, planeando e comandando ações armadas. Ficou 2 anos e 8 meses na clandestinidade. Em 1971, saiu da VPR e passou a fazer parte do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8).
Em junho de 1971, Lamarca foi para o sertão da Baia com a missão de estabelecer uma base do MR-8. Em agosto desse ano, com a prisão de um militante em Salvador, que conhecia o seu paradeiro, começou o cerco à região, por parte das forças integrantes da “Operação Pajuçara”,
Depois de um tiroteio entre essas forças e Zequinha, que acompanhava Lamarca já adoentado, os dois iniciaram uma fuga, percorrendo cerca de 300 quilómetros, em 20 dias. Em 17 de setembro de 1971, Lamarca e Zequinha foram fuzilados, em Ipupiara (Baia).
Essa operação foi uma das mais violentas, sobretudo em Buritis, onde houve torturas e assassinatos na praça pública e diante da população.
Em 2007, a Comissão de Amnistia do Ministério da Justiça concedeu a patente de coronel do Exército a Carlos Lamarca e o estatuto de perseguidos políticos à sua esposa, Maria Pavan Lamarca, e aos dois filhos. Em 2010, acatando uma ação do Clube Militar, a juíza Cláudia Maria Pereira Bastos Neiva suspendeu a decisão da Comissão de Amnistia.
Carlos Lamarca tinha 34 anos, quando morreu. “Ousar lutar, ousar vencer”, era assim que terminava os seus textos





Memórias: Emily Davison

11 10 2018

No dia 11 de outurbro de 1872, nasceu Emily Davison. Foi uma militante inglesa que defendeu, lutou e morreu pelos direitos das mulheres. Por António José André.
Emily Davison nasceu, no dia 11 de Outubro de 1872, em Blackheath (sudeste de Londres). Filha de Margaret Davison e Charles Davison, tinha duas irmãs, um irmão e muitos meio-irmãos.
Teve um bom desempenho na Escola e ganhou uma bolsa para estudar Literatura no Holloway College. Emily Davison foi obrigada a interromper os estudos devido à morte do pai e às dificuldades da mãe, que não podia pagar as taxas mensais.
Apesar das dificuldades e com esforço, Emily Davison preparou-se e foi professora, em Edgbaston e Worthing, o que lhe permitiu ter dinheiro para voltar a estudar. Depois, obteve o Bacharel, no colégio St. Hugh’s pertencente à Universidade de Oxford e deu aulas, em Berkshire.
Em 1906, Emily Davison filiou-se na Women’s Social and Political Union, movimento fundado por Emmeline Pankhurst com o lema “Ações, Não Palavras”. Em 1908, abandonou o seu emprego como professora para se dedicar a tempo inteiro na luta pelos direitos das mulheres.
Emily Davison foi detida e presa várias vezes. Uma vez, por atacar um homem que confundiu com o ministro da Fazenda, David Lloyd George. Noutra ocasião, fez greve de fome, na prisão de Strangeways. Na prisão de Holloway, atirou-se duma escada e sofreu danos na coluna vertebral.
No dia 4 de junho de 1913, durante a Corrida de Cavalos de Epsom, onde se reunia a alta sociedade britânica e milhares de espetadores, Emily Davison atravessou a cerca e manifestou-se. Mas foi pisada cavalo do rei Jorge V.
Emily Davison faleceu, no dia 5 de junho de 1913, no hospital “Casa Epsom”, devido a uma fratura no crânio e lesões internas. A sua família insistiu na apuração das causas do acidente, mas nada foi conclusivo.
A luta das mulheres inglesas continuou… Em 1918, as mulheres com mais de 30 anos obtiveram o direito ao voto. Ironia das ironias…





Memórias: José Orozco

13 09 2018

No dia 7 de setembro de 1949, morreu José Clemente Orozco. Foi um pintor mexicano, que se destacou no Muralismo juntamente com Diego Rivera e Alfaro Siqueiros. Orozco interessou-se pelos valores universais e não insistiu nos valores nacionais. Por António José André.
José Clemente Orozco nasceu, no dia 23 de novembro de 1883, em Zapotlán (México). Aos dois anos mudou-se com a famíla para Guadalajara. Aos cinco anos, foi para a Cidade de México.
Em 1890, Orozco entrou na Escola Primaria anexa à Escola Normal de Professores. À noite, tinha aulas de desenho na Academia de Belas Artes de S. Carlos. Em 1897, a familia enviou-o para a Escola Agrícola de S. Jacinto
Orozco deixou a Escola Agricola para estudiar Arquitetura, mas a sua obsessão pela pintura, fê-lo entrar na Academia de Belas Artes, onde esteve de 1906 a 1910.
Em 1916, Orozco fez a sua primeira exposição na livraria Biblos da Cidade do México. Em 1917, viajou pelos Estados Unidos, tendo morado em San Francisco e Nova Iorque, vivendo da pintura de cartazes.
Em 1922, Orozco juntou-se a Diego Rivera e Alafaro Siqueiros no Sindicato dos Pintores. Em 1926, por encomenda da Secretaria da Educação, pintou em Orizaba, o mural “Reconstrução” no edificio que hoje é Palácio Municipal.
Em 1927, Orozco voltou para Nova Yorque, onde pintou uma série de óleos – “Queensboro Bridge”, “Winter” e “The Subway” – demostrando o caráter desumanizado da grande cidade.
Em 1934, Orozco regressou ao México. Produziu “Katharsis”, no Palácio de Belas Artes. É a representação sangrenta do conflito entre o homem moderno e o mundo caótico e mecanizado que o rodeia e o oprime.
Em 194, produziu dois murais no Corte Suprema do México com 4 motivos. Em 2 deles, critica e satiriza a prática da justiça. Num outro, refere-se às riquezas naturais do país sob proteção da bandeira e do jaguar, símbolos nacionais. O último tema, relaciona-se com os movimentos sociais operários.
Entre 1941 e 1944, Orozco dedicou-se à pintura de cavalete e a uma outra grande obra mural na abóbada e nas paredes do coro da igreja de Jesus Nazareno.
Até 1946, Orozco integrou com Rivera e Siqueiros a Comissão de Pintura Mural do Instituto Nacional de Belas Artes. Nesse ano, recebeu o Prémio Nacional de Belas Artes.
No ano seguinte, Orozco encarregou-se da pintura do teto da Câmara Legislativa de Guadalajara. O tema relacionava-se com o decreto que se promulgou naquele lugar abolindo a escravatura.
José Orozco interessou-se pelos valores universais e não insistiu nos valores nacionais. O seu estilo era de um realismo expressionista ligado às velhas tradições artísticas mexicanas e com um intenso dinamismo.