Hoje na história: Lautréamont

23 11 2017

No dia 24 de novembro de 1870, morreu Lautréamont. Foi um poeta uruguaio, que viveu em França. A sua poesia foi apreciada por André Breton, que o considerava um precursor do surrealismo. Foi autor da obra: “Os Cantos de Maldoror”.
“Lautréamont” nasceu, em Montevideu (Urugyuai), e passou a infância no Uruguai, onde o pai era cônsul francês. Foi enviado para estudar, em França, onde foi aluno do Liceu de Tarbes. Em 1867, mudou-se para Paris, a fm de estudar na Escola Politécnica. Desde esse momento, a sua vida gerou uma lenda que o apresentava como enigmático e extravagante.
Em 1869, Lautreamont publicou “Os Cantos de Maldoror”, obra de poesia em prosa, composta por seis partes, com imagens apocalípticas que apelam à violência e à destruição. Nessa altura, os “Cantos” não foram distribuídos com medo do editor sofrer represálias.
A obra foi publicada, em 1920, quando os surrealistas a reinvindicaram como antecedente do surrealismo. Nota: a banda portuguesa “Mão Morta” trabalhou temas e fez encenação com base nos “Cantos de Maldoror”.

 

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Memórias: Christoph Probst

7 11 2017

Cristoph Probst nasceu, no dia 6 de novembro de 1919, em Murnau (Alemanha). Foi membro do movimento de não-violência “Rosa Branca”, que resistiu ao nazismo durante o Terceiro Reich. Por António José André.
Cristoph Probst era de uma família ligada ao comércio e sem dificuldades económicas. O seu pai era especialista em sânscrito e relacionava-se com artistas que depois foram considerados “decadentes” pelo regime nazi.
Depois de frequentar escolas do enisno básico e secundário que não reproduziam as ideias nazis, Cristoph Probst foi estudar Medicina, na Universidade Ludwig Maximilian (Munique).
Nessa altura, Cristoph Probst conheceu os irmãos School (Sophie e Hans), Alexander Schmorell e outros estudantes que faziam parte do grupo de resistência anti-nazi: “Rosa Branca”.
Probst não participou na redação dos panfletos do movimento “Rosa Branca”, mas fez um desenho para o sétimo panfleto. Esse desenho estava entre os panfletos que Hans e Sophie levaram para a Universidade.
No dia 18 de fevereiro de 1943, foram descobertos e presos pela Gestapo. No dia 22 de fevereiro de 1943, foram condenados pelo juiz Roland Freisler do Tribunal Popular nazi e executados por guilhotina, na Prisão Stadelheim
Rosa Branca: movimento de não-violência
É quase comum dizer que o regime nazi se solidificou na Alemanha de Hitler sem encontrar oposição significativa. Mas há exemplos de pessoas que tiveram coragem para fazer frente a um dos regimes mais bárbaros da história.
É o caso do movimento de não-violência conhecido como “Rosa Branca”. De inspiração católica, este movimento de resistência anti-nazi era composto por alunos da Universidade de Munique e do seu professor de Filosofia.
A campanha do movimento “Rosa Branca”, desenrolou-se entre 1942 e 1943, consistindo, entre outras coisas, na distribuição de planfletos expondo as suas ideias contra o Terceiro Reich.
Os membros centrais do grupo eram Sophie Scholl, Hans Scholl e Christoph Probst. Capturados pela Gestapo após Sophie ter sido encontrada com panfletos, foram todos decapitados, no dia 22 de Janeiro de 1943.
Contudo, a sua mensagem não morreu e atravessou fronteiras. Em ataques posteriores dos aviões das forças aliadas, milhões de panfletos que tinham chegado ao Reino Unido, foram lançados pela Alemanha.
Os seus textos citavam autores bastante conhecidos (Aristóteles, Schiller, Novalis e Goethe) e passagens da Bíblia. A primeira carta do movimento denunciava os “crimes horríveis” do regime nazi que lançariam um véu de profunda vergonha sobre todos os alemães.
Pela defesa dos seus ideais, arriscando a vida num dos períodos mais negros da humanidade, os membros do movimento “Rosa Branca” são considerados hoje em dia como herois e ícones da luta contra os crimes hediondos que nenhum deles queria tolerar.
Veja também aqui um excerto do filme “Sophie Scholl – The Final Days”:





Memórias: Luís Buñuel

24 02 2017

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No dia 22 de fevereiro de 1900, nasceu Luís Buñuel. Foi um realizador de cinema espanhol, cuja obra o tornou um dos mais controversos do mundo. Foi influenciado por Salvador Dali e Frederico Garcia Lorca, entre outros. Por António José André.
Em 1906, Buñuel entrou para o Colégio dos Irmãos Coraçonistas, onde começou os primeiros estudos. Completou o ensino médio no Instituto de Segunda Enseñanza de Saragoça. Em 1917, foi para Madrid com o obejtivo de tirar o curso de engenheiro agrónomo. Depois estudou Ciências Naturais.
Em Madrid, conheceu Salvador Dalí e Garcia Lorca, bem como outras personalidades (Rafael Alberti, Emílio Prados, Pedro Garfías e Pepín Bello), que exerceram grande influência na sua obra. Interessou-se por teatro e montou uma peça de teatro cómica com Garcia Lorca e Dalí.
Apreciava o cinema cómico norte-americano e atores como: Buster Keaton e Harold Lloyd. Escreveu poemas para as revistas “Ultra” e “Horizonte”. Estudou História na Universidade de Madrid, fazendo amizade com Miguel de Unamuno, Juan Jiménez, Manuel de Falla, Ortega y Gasset.
Em 1925, mudou-se para Paris e trabalha como assistente de Jean Epstein. Em 1926, montou a peça de teatro “El Retablo de Maese Pedro”, em Amsterdão. Publicou poemas e crítica cinematográfica em “Cahiers d’Art” e “La Gaceta Literaria”.
Um filme Fritz Lang “As Três Luzes” impressionou-o e começou a dedicar-se ao cinema. Entrou para a Academia de Cinema de Paris, onde assistiu aos cursos de Epstein. Em 1927, escreveu o seu primeiro guião para a celebração do centenário da morte de Goya.
Em 1929, rodou “Um Cão Andaluz”, curta metragem muda de 17 minutos, verdadeiro manifesto surrealista. A sua estreia causou escândalo e teve a exibição suspensa por atentar contra os princípios morais e costumes estabelecidos. Em 1930, dirigiu “A Idade do Ouro”.
Em 1931, a Metro-Goldwyn Mayer contratou-o por seis meses. Aí conheceu Charles Chaplin e Sergei Eisenstein. Regressou a Espanha. Em 1932, afastou-se do surrealismo e aproximou-se do Partido Comunista, colaborando com a Associação de Escritores e Artistas Revolucionários.
Nesse ano, fez o documentário “Terra sem Pão”, proibido pela censura. Quando começou a Guerra Civil, Buñuel foi destacado para França a fim de coordenar as missões de propaganda. Ajudou André Malraux a rodar “Sierra de Teruel”.
Depois, o governo republicano enviou-o a Hollywood para supervisionar filmes sobre a Guerra Civil. Em 1941, Buñuel foi contratado pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, como produtor associado na área de documentários.
Em 1946, chegou ao México para filmar uma adaptação de “A Casa de Bernarda Alba de Lorca”. Projeto que foi suspenso. Em 1949, naturalizou-se mexicano e dirigiu “La Gran Calavera”. Em 1950, rodou “Os Esquecidos”, dando início a uma série de filmes de denúncia social.
Em 1951, Buñuel filmou “La Hija del Engaño”, “Una Mujer Sin Amor” e “Subida ao Céu”. Em 1952, rodou “O Bruto” e “Robinson Crusoé”. Em 1953, rodou “Escravos do Rancor” e “A Ilusão Viaja de Trem”. Em 1954, filmou “O Rio e a Morte”. Em 1955, rodou “Ensaio de um Crime”.
Em 1956, Buñuel dirigiu “La Mort en ce Jardin”, co-produção franco-mexicana. Em 1958, rodou “Nazarin” com o qual conquista a Palma de Ouro, em Cannes. Regressou a Espanha, em 1961, rodando “Viridiana” que recebe furiosos ataques da Santa Sé.
Em 1963, Buñuel dirigiu “Diário de uma Camareira”. Depois de interpretar alguns pequenos papeis no cinema, filmou “Simon do Deserto”, inspirando-se em ideias de Lorca. Com a estreia de “La Belle de Jour”, em 1966, conquista um estrondoso êxito e o Leão de Ouro de Veneza.
Em 1970, Buñuel rodou “Tristana”, filme sobre a obra de Galdós, com um grande elenco: Catherine Deneuve, Fernando Rey e Franco Nero. Em 1972, rodou “O Charme Discreto da Burguesia” e obtém o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Em 1974, Buñuel rodou “O Fantasma da Liberdade”. Em 1977, terminou o seu último filme “Esse Obscuro Objeto do Desejo”. Em 1982, foi publicado “Meu Último Suspiro”, memórias ditadas a Jean-Claude Carrière.
Veja também: http://www.luisbunuel.org/biogra/biograf.html





Memórias: Anta Diop

2 01 2017

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No dia 29 de dezembro de 1923, nasceu Anta Diop. Foi um historiador, antropólogo, filósofo, matemático e físico senegalês. Escreveu diversas obras sobre a raça humana e a cultura africana pré-colonial. Diop foi um dos maiores historiadores africanos do século XX. Por António José André.
Diop nasceu, em Thieytou (Senegal). Formou-se em História, no Senegal. Em 1946, mudou-se para Paris e formou-se em Matemática. Ao mesmo tempo, matriculou-se na Faculdade de Filosofia e Letras da Sorbonne e participou na criação da Associação de Estudantes Africanos, em Paris.
Em 1947, Diop iniciou investigações linguísticas sobre o wolof e o sérère. Ao concluir Filosofia, começou a estudar Física, sob a direção de Frederic Joliot-Curie (genro de Marie Curie). Traduziu parte da Teoria da Relatividade, de Einstein, para o seu idioma: o wolof.
Em 1951, a Universidade de Paris recusou a sua tese de doutoramento sobre a ideia de que o antigo Egito tinha sido uma cultura negra. Em 1955, a tese de Diop foi publicada no livro, “Nations Nègres et Culture” (‘Nações Negras e Cultura’).
Em 1960, Diop teve êxito na defesa da sua tese e obteve o doutoramento. Nesse ano publicou, “Les Fondements Economiques et Culturels d’un Etat Federal d’Afrique Noire (‘Os Fundamentos Económicos e Culturais de um Estado Federal da África Negra’).
Diop regressou ao Senegal, onde continuou a escrever e a investigar. A Universidade de Dakar criou um laboratório de radiocarbono para o ajudar na investigação. Diop usou essa técnica para determinar o conteúdo de melanina das múmias egípcias.
Naquela época, Diop começou a sua atividade política, participando na criação do partido da oposição: o Bloc des Masses Sénégalaises (BMS). Foi preso, em julho de 1962, e libertado um mês depois. Em 1963, o BMS foi declarado ilegal e foi dissolvido, mas Diop criou um novo partido, que também foi dissolvido pelo Governo de Leopold Sedar Senghor, em 1964.
Em 1966, no 1º Festival das Artes Negras, recebeu o Prémio de escritor que mais influência exerceu no pensamento africano do século XX. Em 1974, participou num debate, promovido pela Unesco (Cairo), onde apresentou as suas teorias a outros especialistas em egiptologia.
Em 1976, Diop criou um novo partido, o Rassemblement National Democratique (RND), que foi declarado ilegal. Leopold Senghor deixou o poder, em 1980. O seu sucessor, Abdou Diouf, aboliu as leis que proibiam a formação de partidos políticos.
Deste modo, o RND foi legalmente reconhecido. No entanto, após as eleições, Diop recusou assumir o cargo de deputado na Assembleia Nacional, como froma de protesto, por considerar que as eleições tinham sido fraudulentas.
Anta Diop faleceu, no dia 7 de fevereiro de 1986. O seu corpo foi enterrado na sua aldeia natal, Caytou (Thieytou, Senegal).





Memórias: John Cassavetes

11 12 2016

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A 10 de dezembro de 1929, nasceu John Cassavetes. Foi um ator e diretor de cinema norte-americano. Considerado “pai do cinema independente dos EUA”, tornou-se uma referência por causa do seu estilo quase artesanal de trabalho. Por António José André.

Filho de imigrantes gregos, Cassavetes cresceu, em Long Island. Licenciou-se na Academia de Artes Dramáticas (Nova Iorque), em 1950. Foi ator de teatro e teve pequenos papéis em filmes. Participou em dramas televisivos, onde se especializou na interpretação de jovens delinquentes.

Nos finais de 1950, foi protagonista principal da série televisiva “Johnny Staccato”, que lhe deu fama e dinheiro para investir na produção do seu primeiro filme “Shadows”, que tinha um orçamento exíguo e contou com a presença de alunos dum seminário organizado por Cassavetes.

Este filme teve êxito e deu início à chamada Escola de Nova Iorque. Depois foi contratado pela Paramount, rodando dois filmes, que não o satisfizeram. Começou uma nova etapa com “Faces” (1968), onde pretendeu mostrar a mediocridade da vida burguesa norte-americana.

Seguiram-se: “Os maridos” (1970), “Assim Falou o Amor (1971), “Uma Mulher Sob Influência” (1974), considerada uma das suas obras-primas, “A Morte de Um Apostador Chinês” (1976), “Noite de Estreia” (1977), “Glória” (1980), “Amantes” (1984) e “Um Grande Problema” (1986).

Cassavetes também participou como ator em filmes de reconhecidos diretores:  Robert Aldrich, Roman Polanski, Brian de Palma, John Hough…

Cassavetes foi um realizador independente e experimental. Tornou-se uma referência por causa do seu estilo quase artesanal de trabalho: orçamentos reduzidos, produção independente e a mesma equipa de técnicos e atores, geralmente amigos seus. Os seus filmes sofreram cortes e tiveram problemas na distribuição, mas conseguiram reconhecimento em festivais internacionais: San Sebastian, Veneza e Berlím.

Cassavetes faleceu, a 3 de fevereiro de 1989, por causa de uma cirrose hepática. Os seus restos mortais encontram-se no cemitério de Westwood Village Memorial.





29 NOV: Apresentação do livro “10 Dias Que Abalaram o Mundo”

10 11 2016

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No dia 29 de novembro (3ªfeira), vai haver uma sessão pública, promovida Por Mão Própria , para a apresentação do livro “10 Dias Que Abalaram o Mundo” (Edições Combate)**. O evento, que contará com as presenças de Alda Sousa (Prof. Universitária), Catarina Agreira (Estudante) e João Gaspar (Jornalista), decorrerá no Café Santa Cruz (Coimbra), às 21h30.
Em 2017, assinalar-se-ão os 100 anos da Revolução Russa. Esta edição comemorativa do clássico de John Reed, prefaciada por Francisco Louçã e ilustrada por Catherine Boutaud, constitui um documento fundamental para a compreender em tudo aquilo que ela teve de transformador e contraditório.
** Ver em: http://www.combate.info/





Memórias: Georges Simenon

9 09 2016

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No dia 4 de setembro de 1989, faleceu o escritor belga de língua francesa, Georges Simenon. Foi um dos mais célebres autores dos romances policiais. As tiragens dos seus livros atingem mais de 500 milhões de exemplares. Por António José André.
Georges Simenon nasceu numa sexta-feira, dia 13 de fevereiro de 1903, em Liège (Bélgica). No colégio jesuíta de Saint-Servais, tomou consciência da sua inferioridade social: a maioria dos colegas eram internos; ele frequentava a escola em regime de semi mensalidade, especial para crianças modestas.
Simenon abandonou os estudos, antes de completar o secundário, trabalhando como aprendiz de confeitaria e bibliotecário. Aos 15 anos, tornou-se repórter no jornal católico “Gazette de Liège”, assinando com pseudónimo.
Os textos de Georges Simenon começaram a ser apreciados pelo seu tom cáustico. Colaborou com vários jornais, demonstrando uma proficuidade precoce: entre 1919 e 1922, escreveu cerca de 800 textos. Em 1920, Georges Simenon escreveu o primeiro romance, “Au Pont des Arches”.
Mudou-se para Paris com Régine Renchon, estudante de Belas-Artes com quem se casou. Para sobreviver, Simenon escreveu romances populares a um ritmo torrencial e com os diversos pseudónimos.
Em 1928, o casal Simenon viajou de navio durante meses pelos canais e rios de França. Essa seria uma das muitas viagens que se tornaram habituais e que forneceriam uma vasta paisagem à obra de Georges Simenon.
Em setembro de 1929, surgiu o comissário Maigret, em “Train de Nuit”, escrita com o pseudónimo Christian Brulls. “Pietr-le-Letton” foi o primeiro romance do comissário Maigret, assinado por Georges Simenon e publicado, em 1930.
Em 1931, foi lançada a coleção Maigret. O comissário passou a rivalizar com personagens célebres de romances policiais (Sherlock Holmes e Hercule Poirot) pois era mais humano. O sucesso da série foi imediato.
Maigret desvendava os mais variados tipos de crimes, tendo como pano de fundo painéis e críticas sociais. Os romances começam a ser adaptados para o cinema e o prestígio do autor cresceu entre a crítica.
Simenon começou a publicar romances pela Gallimard (maior editora francesa da época), mantendo um fluxo de romances na editora Fayard. Durante a ocupação nazi, a publicação de livros foi dificultada, em França.
Em 1945, o casal foi para os Estados Unidos. Com o apoio de um novo agente literário, Simenon reorganizou a sua obra e começou a publicar pela editora francesa,”Presses de la Cité”.
No final da década de 40 o prestígio literário de George Simenon cresceu na América do Norte e noutras zonas fora do eixo França-Bélgica, surgindo os primeiros estudos críticos sobre a sua obra.
Simenon tornou-se membro da Academia Real de Língua e Literatura francesas da Bélgica e foi eleito presidente da Mystery Writers of America, a mais importante associação de autores de crime e mistério.
Na década de 50, o escritor voltou a residir na França. Em 1972, decidiu parar de escrever. “Maigret et M. Charles” foi o 192º e último romance assinado por Georges Simenon.
Simenon escreveu 192 romances, 158 novelas, obras autobiográficas, numerosos artigos e reportagens com o seu nome. Escreveu 176 romances, dezenas de novelas, contos e artigos com pseudónimos diferentes.: Jean du Perry, Georges Sim, Christian Brulls, Luc Dorsan, Gom Gut, Georges Martin-Georges, Georges d’Isly, Gaston Vialis, G. Vialo, Jean Dorsage, J. K. Charles, Germain d’Antibes, Jacques Dersonne.
Diferente de muitos autores, Simenon propunha uma intriga simples com personagens fortes. Os seus romances colocam o leitor num mundo rico de formas, cores, sentimentos e sensações.