Memórias: Charles Alston

3 05 2019

No dia 27 de abril de 1977, morreu Charles Alston. Foi um professor, pintor e escultor afro-americano. Fundou o Harlem Art Workshop durante a Grande Depressão. Os seus primeiros murais inspiraram-se em Diego Rivera e José Orozco. Mais tarde, o Movimento Pelos Direitos Civis teve nele uma grande influência. Por António José André.

Charles Alston nasceu em Charlotte (Carolina do Norte – EUA), no dia 28 de novembro de 1907. Filho do reverendo Primus Alston e de Ana Miller Alston, foi o mais jovem de cinco filhos. Em 1910, perdeu repentinamente o pai.

Em criança, Charles Alston copiava desenhos de comboios e carros feitos pelo seu irmão, Wendell. Também fazia esculturas em barro. Em 1915, a família mudou-se para Harlem (Nova Iorque). 

Durante a Grande Depressão, a população de Harlem sofreu economicamente. A fortaleza estóica vivida pela comunidade ficou expressa mais tarde nas obras de arte de Charles Alston. 

Na Escola Primária de Manhattan, as capacidades artísticas de Charles Alston eram conhecidas e pediam-lhe para desenhar todos os cartazes da Escola. Durante o Ensino Secundário, fez a sua primeira pintura a óleo. 

Charles Alston estudou na DeWitt Clinton High School, destacando-se pela excelência académica e foi editor de arte da revista da escola, “The Magpie”. Para além disso, estudou Desenho e Anatomia na National Academy of Design. 

Em 1925, Charles Alston frequentou a Universidade de Columbia. Entrou em Arquitetura, mas perdeu interesse ao constatar a falta de êxito de muitos arquitetos afro-americanos. 

Depois, experimentou Medicina até que entrou em Belas Artes. Charles Alson ligou-se a Alpha Phi Alpha, trabalhando no Columbia Daily Spectator e desenhando caricaturas para a revista da Escola Jester of Columbia. 

Charles Alston também trabalhou em restaurantes e clubes de Harlem, onde incrementou o amor pelo jazz e pela música negra. Em 1929, licenciou-se e foi estudar no Teachers College. Em 1931, obteve o Mestrado.

Entre 1942 e 1943, Charles Alston esteve no exército no Arizona. Depois regressou a Nova Iorque e casou-se com Myra Logan. Em janeiro de 1977, ficou viúvo. Meses mais tarde, a 27 de abril de 1977, morreu após uma longa luta contra o cancro.

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Memórias: Lélia Abramo

13 04 2019

No dia 9 de abril de 2004, morreu Lélia Abramo. Foi uma atriz, sindicalista, jornalista e militante política brasileira. Lutou pelas liberdades durante todo o ciclo da ditadura militar e esteve presente em muitas atividades políticas da vida brasileira. Por António José André.
Lélia Abramo nasceu a 8 de fevereiro de 1911, em São Paulo (Brasil). Os seus pais eram imigrantes italianos. Ela fazia parte de uma família com grande militância política e presença nas artes.
A sua mãe, Afra Iole, era filha de Bortolo Scarmagnan, militante anarco-sindicalista e organizador da Greve Geral de 1917, em São Paulo. Dois dos seus irmãos (Lívio Abramo e Beatriz Abramo) eram artistas plásticos e os outros (Athos Abramo, Fúlvio Abramo e Cláudio Abramo) eram jornalistas.
A casa da sua família era um reduto para o encontro entre jornalistas, escritores, artistas e políticos da esquerda brasileira. No Brasil, Lélia Abramo participou na fundação da Oposição de Esquerda e na Frente Única Antifascista.
Entre 1938 e 1950, ela viveu em Itália, testemunhando os dramas da 2ª Guerra Mundial (bombardeamentos, comida racionada, suspensão das liberdades). Em 1958, iniciou a sua carreira de atriz com 47 anos.
Ao longo da vida, Lélia Abramo participou em 27 telenovelas, 14 filmes e 27 peças de teatro. Ajudou a construir uma dramaturgia que ínluia temas como as questões sociais .
Em 1964, Lélia Abramo foi convidada para participar da inauguração da TV Globo. Mas, a partir de 1973, passou a ser ignorada pela Globo, quando assumiu a presidência do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetaculos de Diversões (SATED) do Estado de São Paulo.
Lélia Abramo liderou a luta pela legalização da profissão de ator, que foi reconhecida na lei, em maio de 1978. Durante todo o ciclo da ditadura militar, ela lutou pela liberdade de expressão.
Fundadora do Partido dos Trabalhadores, Lélia Abramo assinou a ata da fundação do PT com Mário Pedrosa, Manuel da Conceição, Sérgio Buarque de Holanda, Moacir Gadotti e Apolônio de Carvalho. E esteve presente em muitas atividades políticas, como na campanha “Diretas Já!”.
No dia 9 de abril de 2004, Lélia Abramo morreu, vítima de uma embolia pulmonar, com 92 anos. Ela “nunca vergou a espinha, nunca sacrificou a consciência à conveniência e, desde muito jovem, se opôs à injustiça da sociedade…” (prefácio do livro “Vida e Arte).

 





Memórias: Allen Ginsberg

4 04 2019

No dia 5 de abril de 1997, morreu Allen Ginsberg. Foi um escritor, filósofo e ativista norte-americano. Fez parte do núcleo duro da Beat Generation: movimento que rejeitava os valores tradicionais e contribuiu para uma revolução cultural, nos anos 50 e 60. Por António José André.
Allen Ginsberg nasceu a 3 de junho de 1926, em New Jersey (EUA). O pai era professor, poeta e socialista. A mãe era comunista radical. Em criança, viveu episódios paranóicos da mãe e descobriu que gostava de meninos.
Na Escola Secundária, Ginsberg encantou-se com a obra de Walt Whitman. Depois de findar o secundário, inscreveu-se na Universidade de Columbia (Nova Iorque) graças a uma bolsa da associação Young Men’s Hebrew.
Naquela cidade, tornou-se amigo dalguns jovens (Lucien Carr, Jack Kerouac, William Burroughs e Neal Cassady) interessados em drogas, literatura e sexo. Ginsberg e os seus companheiros foram expulsos da Universidade.
Ginsberg acreditava que aquele grupo se dirigia para uma nova visão poética. Experimentou anfetaminas e marijuana. Frequentou bares gays. E começou uma relação amorosa com Neal Cassady.
Em 1954, Ginsberg mudou-se para São Francisco, cidade onde a Beat Generation estava a ganhar força graças à atividade dos poetas, Kenneth Rexroth e Lawrence Ferlinghetti, fundadores da editora e livraria “City Lights”.
Ginsberg tinha escrito muita poesia, mas quase nada tinha publicado. Em 1956, a City Lights Books publicou, “Howl and Other Poems” (“Uivo e Outros Poemas”). Considerado “obsceno”, foi apreendido pelos serviços alfandegários e pela polícia, sendo alvo dum longo processo judicial.
Os argumentos de vários poetas, críticos e professores universitários (Kenneth Rexroth, Walter V. T. Clark e Mark Schorer) convenceram o juiz. Terminado o processo, tornou-se o livro de poesia mais vendido nos EUA.
Allen Ginsberg, Jack Kerouac e William Burroughs foram o núcleo duro da Beat Generation: movimento que rejeitava os valores tradicionais e contribuiu para uma revolução cultural nos anos 50 e 60.
Ginsberg viajou pelo mundo. Descobriu o budismo. Apaixonou-se por Peter Orlovsky: seu companheiro para o resto da vida. Nos anos 1960, ajudou Timothy Leary a divulgar o LSD. Em 1968, foi um ativista importante contra a Guerra do Vietname.
Ativista durante toda a vida, Ginsberg falava abertamente sobre drogas, homossexualidade e liberdade. Manteve uma publicação regular ao longo da vida. Os seus livros constituíam um apelo à paz e à defesa dos mais desfavorecidos.
Ginsberg manteve a sua agenda social ativa até 5 de abril de 1997: dia em que morreu, na sequência de cancro do fígado. Tinha 70 anos. Antes de morrer, ligou aos amigos e familiares dizendo o seu último poema.
Datado de 30 de março, “Things I’ll Not Do” (Nostalgias) era uma lista de coisas que gostaria de fazer: visitar a Bulgária; beber chá de menta em Marrocos; olhar para a Esfinge, enquanto o sol se punha no deserto…
Leia também: http://www.litkicks.com/AllenGinsberg





Memórias: Spike Lee

19 03 2019

No dia 20 de março de 1957, nasceu Spike Lee. É um realizador, escritor, produtor e ator norte-americano. Também ensina Cinema na Universidade de Nova Iorque. É uma das figuras mais controversas da cultura afro-americana. Por António José André.
Spike Lee nasceu no dia 20 de março de 1957, em Atlanta (sul dos EUA), com o nome de Shelton Jackson Lee. Filho de Bill Lee (baixista de Jazz) e de Jaqueline (professora de arte), que o apelidou de Spike.
Spike mudou-se com a família, quando tinha 3 anos, para Brooklyn (Nova Iorque). Estudou no St.Ann’s College. Depois, frequentou o Morehouse College de Atlanta (escola para a comunidade afro-americana), onde se diplomou em Comunicação Social (1978).
Frequentou a Escola de Arte da Universidade de Nova Iorque, onde realizou uma série de curtas metragens, que foram usadas na sua tese (1983). Posteriormente, a série foi apresentada e premiada no Festival de Locarno.
A sua primeira longa metragem “Lola Darling” (1986), foi escrita e interpretada por ele próprio e laureada, em Cannes. Esse filme constitui um dos maiores registos do cinema afro-americano.
Spike é um dos poucos realizadores que consegue equilibrar os seus interesses políticos com os da indústria de Hollywood. Todas as suas produções têm éxito, quer pela controvérsia que geram, quer pelo conteúdo.
A sua produtora, “40 Acres & Mule Filmworks”, divide as produções dos seus filmes com anúncios para televisão e videoclips para Tracy Chapman, Miles Davis, Chaka Khan, Anita Baker, Public Enemy e Michael Jackson.
Combinando a arte com o negócio, Spike Lee encarregou-se de campanhas de publicidade para a Levi´s e para a Nike, filmando Michael Jordan para uma linha de roupa e sapatilhas ‘Air Jordan’.
Spike Lee é um dos realizadores de cinema mais apreciados e uma das figuras mais controversas da cultura afro-americana. Entre os seus filmes, destacam-se “MalcolmX” (1992), “Faça a Coisa Certa” (1989) e “BlaKkKlansman: O Infiltrado” (2018).
Veja aqui a sua filmografia:
http://www.adorocinema.com/personalidades/personalidade-9680/filmografia/





Charles Bukowski morreu há 25 anos

12 03 2019

Charles Bukowski (Photo byJARNOUX Patrick/Paris Match via Getty Images)

No dia 9 de março, morreu Charles Bukowski. Foi um poeta, cronista e romancista norte-americano, que não se pareceu com nenhum autor da sua geração. A sua obra fascinou muita gente. Por António José André.
Charles Bukowski nasceu a 16 de agosto de 1920, em Andernach (Alemanha). Em 1922, os seus pais mudaram-se para Los Angeles. Era filho único. Teve uma infância e adolescência horrendas. O pai era violento. A mãe era calada e não ajudou a controlar a tirania paternal.
Na passagem para a adolescência, dois factos marcaram a sua vida. Por um lado, teve um acne extremo. Por outro, o pai começou a bater-lhe sistematicamente com um cinturão de couro.
Bukowski vivia num bairro operário e de classe média baixa. Durante a infância, devido à depressão económica, a maioria das pessoas não tinha trabalho.
O seu pai, também desempregado, todas as manhãs levantava-se e desaparecia, fingindo que ia trabalhar, durante o día. A mãe teve que compensar, ganhando dinheiro em empregos ocasionais.
O ambiente do seu bairro era violento e hostil, tanto entre adultos como entre crianças. Bukowski, pela sua predisposição para a solidão e pela horrível condição da sua pele, foi condenado ao ostracismo.
No fim da adolescência, Bukowski teve o seu batismo no alcool e na escrita: os eixos principais da sua vida. Quanto à primeira vez que provou vinho, escreveu: “Era mágico. Por que nunca me tinham dito? Com isto, a vida é maravilhosa.”
Descobriu o seu talento de escritor, quando a professora do quinto ano pediu aos alunos que fossem, durante um fim de semana, assistir a uma sessão pública do presidente Herbert Hoover (de visita a Los Angeles).
Bukowski não se animou com a ideia de pedir ao pai para o levar e inventou uma crónica. A professora deu conta do facto e falou do caso à turma, elogiando a sua imaginação.
Aos 14 anos, fez um tratamento ao acne. Os médicos tiveram que abrir os seus furúnculos cheios de pus, que tapavam a cara, o peito e as costas. Esse episódio foi literalmente uma tortura para Bukowski.
Durante um longo repouso em casa, começou a escrever, inventando contos sobre um aviador alemão da Primeira Guerra Mundial. Esses cadernos juvenis não existem, porque o pai os atirou-os para o lixo.
Durante a sua juventude, Bukowski descobriu a literatura, na Biblioteca pública. Foi uma descoberta parecida com a do álcool: produziu-lhe um grande alívio existencial.
Bukowski esteve na Universidade pública de Los Angeles, durante dois anos. Ali começou a beber a sério e a escrever. Em 1939, abandonou a Universidade e mudou-se para Nova Iorque.
Em 1944, Bukowski foi preso pelo FBI porque não se tinha inscrito no serviço militar obrigatório. No entanto, ficou isento de ir para a guerra, porque ficou reprovado no exame psicológico do exército.
Nessa época, Bukowski viajou muito e procurou trabalhos não especializados (em fábricas, restaurantes…) com o objetivo de ter tempo livre para escrever.
Bukowski escrevia contos e enviava-os para as grandes revistas literárias e culturais: “The Atlantic”, “Harpers” e “The New Yorker”. Tudo isso foi sempre refutado, mas nunca desanimou.
Quando tinha 24 anos, um conto seu foi aceite por uma pequena e prestigiada revista “Story Magazine”. Um importante agente literário de Nova Iorque escreveu a Bukowski a dizer que o queria representar.
Bukowski respondeu que ainda não estava preparado. Em vez de começar uma carreira literária, agarrou-se a uma borracheira durante 10 anos. Nesses anos, acumulou experiências e vivências que se converteram na sua obra.
Bukowski escreveu mais de 50 livros, incluindo 5 novelas autobiográficas. Os seus versos sobre ócio, alcoolismo, sexo embriagado, corridas de cavalos e violência doméstica são inimitáveis.
Charles Bukowski não se pareceu com nenhum autor da sua geração. A sua obra fascinou muita gente. Viveu até aos 73 anos. Faleceu há 25 anos: a 9 de março de 1994.

 

 





Memórias: Halldór Laxness

5 02 2019

No dia 8 de fevereiro de 1998, morreu Halldór Laxness. Foi um escritor islandês. Tendo sido controverso pelas suas posturas radicais, foi uma figura dominante na literatura islandesa, ao longo do século XX. Por António José André.
Laxness nasceu, no dia 23 de abril de 1902, como Halldór Kiljan GudJonsson, mas adotou como apelido o nome de um bairro da periferia de Reiquiavique, cidade onde nasceu.
Aos 14 anos, Laxness escreveu o seu primeiro artigo para o jornal “Morgunblaðið”. Aos 19 anos, publicou o primeiro conto no mesmo jornal. Durante a sua juventude, Laxness viajou bastante e residiu fora da Islândia.
Nos vários países da Europa continental onde viveu, sentiu-se influenciado pelo surrealismo e pelo expressionismo alemão. A sua posterior estadia nos Estados Unidos, fê-lo deixar a fé católica, tornando-se ateu.
O socialismo foi o prisma através do qual Laxness observou o mundo durante os anos trinta e quarenta, tendo sido defensor da União Soviética, até à invasão da Hungria, em 1956.
Laxness foi duramente atacado pela sociedade conservadora. Mas os jovens islandeses viam nele alguém capaz de dar novos valores à sociedade. Tendo sido controverso pelas suas posturas radicais.
Laxness foi uma figura dominante na literatura islandesa, ao longo do século XX.
Durante a sua vida, Halldór Laxness escreveu 51 romances, poesia, artigos de jornal, livros de viagens, peças de teatro, contos e outras obras. Em 1955, ganhou o Prémio Nobel da Literatura. Em Portugal, foram editados pela Cavalo de Ferro: “Os peixes também sabem cantar”, “Gente Independente” e “O Sino da Islândia”.
Laxness foi uma figura dominante na literatura islandesa, ao longo do século XX. Faleceu a 8 de fevereiro de 1998, com 95 anos.





Memórias: Charles Alston

29 11 2018

No dia 28 de novembro de 1907, nasceu Charles Alston. Foi um professor, pintor e escultor afro-americano. Fundou o Harlem Art Workshop durante a Grande Depressão. Nos primeiros anos, centrou-se no retrato. Os seus primeiros murais inspiraram-se em Rivera e Orozco. Mais tarde, o Movimento Pelos Direitos Civis teve nele uma grande influência. Por António José André.
Charles Alston nasceu, em Charlotte (Carolina do Norte – EUA), a 28 de novembro de 1907. Filho do reverendo Primus Alston e de Ana Miller Alston, ele foi o mais jovem de 5 filhos. Em 1910, o seu pai morreu repentinamente.
Em criança, Alston copiava desenhos de comboios e carros feitos pelo seu irmão, Wendell. Também fazia esculturas em barro. Em 1915, a família mudou-se para Harlem (Nova Iorque).
Durante a Grande Depressão, a população de Harlem sofreu economicamente. A fortaleza estóica vivida por essa comunidade ficou expressa mais tarde nas obras de arte de Charles Alston.
Na Escola Primária de Manhattan, as capacidades artísticas de Charles Alston já eram conhecidas e pedíam-lhe para desenhar todos os cartazes da Escola. Durante o Ensino Secundário fez a sua primeira pintura a óleo.
Charles Alston estudou na DeWitt Clinton High School, destacando-se pela excelência académica e foi editor de arte da revista da Escola: “The Magpie”. E estudou Desenho e Anatomia, na National Academy of Design.
Em 1925, Charles Alston frequentou a Universidade de Columbia. Entrou em Arquitetura, mas perdeu interesse ao constatar a falta de êxito de muitos arquitetos afro-americanos.
Depois, experimentou Medicina até que entrou em Belas Artes. Charles Alson ligou-se a Alpha Phi Alpha, trabalhando no Columbia Daily Spectator e desenhando caricaturas para a revista da Escola Jester of Columbia.
Alston também trabalhou em restaurantes e clubes de Harlem, onde incrementou o amor pelo jazz e pela música negra. Em 1929, licenciou-se e foi estudar no Teachers College. Em 1931, obteve o Mestrado.
Entre 1942 e 1943, Alston esteve no Exército, no Arizona. Depois regressou a Nova Iorque e casou-se com Myra Logan, em 8 de abril de 1944. Em janeiro de 1977, morreu Myra Logan. Meses mais tarde, a 27 de abril de 1977, morreu Charles Alston após uma lomga luta contra o cancro.
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Enquanto estudava para o Mestrado, Alston foi diretor da Casa das Crianças da Utopia, iniciada por James Lesesne Wells. Ele começou a lecionar influenciado pela obra de John Dewey, Arthur Wesley Dow e Thomas Munro.
Alston foi introduzido na Arte Africana pelo poeta Alain Locke. Em 1938, recebeu uma verba do Fundo Rosenwald e viajou para o sul com Giles Hubert, (inspetor da Farm Security Administration), onde fotografou situações da vida rural.
As fotografias serviram de base para uma série de retratos “que representam a vida do negro do SUL”. Em 1940, recibeu uma segunda verba do Fundo Rosenwald e passou um tempo prolongado na Universidade de Atlanta.
Entre 1930 e 1940, Alston fez ilustrações para as revistas “Fortune”, “Mademoiselle”, “Yorker Melody Maker”, entre outras. Também desenhou capas de discos de vários artistas como Duke Ellington e Coleman Hawkins.
Em 1940, Alston trabalhou no Gabinete de Informação da Guerra e Relações Públicas criando imagens de afro-americanos, utilizadas em mais de 200 jornais pelo governo para “fomentar a boa vontade da cidadania negra”.
Depois, Charles Alston deixou o trabalho comercial e centrou-se na sua própria obra de arte. Em 1950, foi o primeiro instrutor afro-americano da Art Students League, onde permaneceu até 1971.
Em 1950, as pinturas de Charles Alson foram expostas no Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque, Em 1956, foi o primeiro primeiro instrutor afro-americano no Museu de Arte Moderna.
Alson foi coordenador do Centro de Crianças da Expo 58. Nesse ano, foi eleito para a Academia Americana de Artes e Letras. Em 1963, co-fundou “Alston Espiral” com Romare Bearden, Hale Woodruff e outros artistas: Emma Amos, Perry Ferguson e Merton Simpson. Em 1968, Alston foi nomeado para o Conselho Nacional da Cultura e Artes.
Charles Alson fundou o Harlem Art Workshop durante a Grande Depressão. Nos primeiros anos, centrou-se no retrato. Os seus primeiros murais inspiraram-se em Diego Rivera e José Orozco. Mais tarde, o Movimento Pelos Direitos Civis teve nele uma grande influência.