Hoje na história: Karlheinz Stockhausen

4 12 2017

Hoje na história: no dia 5 de dezembro de 2007, morreu Karlheinz Stockhausen. Foi um compositor alemão de música contemporânea e colega de Pierre Boulez.
Stockhausen. é considerado um dos maiores compositores do final do século XX. Foi responsável por grandiosos trabalhos artísticos. As suas obras revolucionaram a percepção de ritmo, melodia e harmonia.
Das suas obras destacam-se: “Helikopter-Streichquartettum” – quarteto de cordas com helicópteros e “Licht”” – ópera baseada em textos sânscritos e budistas que tem suas partes distribuídas pelos dias da semana.
Visite também: http://www.stockhausen.org/

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Memórias: El Lissitzky

25 11 2017

No dia 23 de novembro de 1890, nasceu El Lissitzky. Foi um arquiteto, designer, fotógrafo, pintor e tipógrafo russo. Lissitzky foi uma figura relevante da vanguarda russa. Influenciado por Malevich e pelo construtivismo, produziu uma série de obras chamadas “PROUN” (“Projeto para a Afirmação do Novo”) e foi autor de inúmeras mostras de arte e trabalhos de propaganda da União Soviética. Por António José André.
Lissitzky (cujo verdadeiro nome era Lazar Morduchovitch) nasceu, no dia 23 de novembro de 1890, em Polchinok. Interessado desde cedo pelo desenho, matriculou-se no Instituto Técnico de Damstard, em 1909. Regressou à Rússia, em 1914, por causa do início da I Guerra Mundial.
Em 1915, entrou para o Instituto Politécnico de Riga e terminou os estudos como Engenheiro-Arquiteto. Começou a lecionar com 15 anos, atividade que manteve ao longo da vida.
Com a revolução de 1917, Lissitzky entrou nos movimentos vanguardistas do seu país, colaborando na decoração das rua de Moscovo. Em 1919, conheceu Malevich e tornou-se suprematista.
Em 1919, Lissitzky foi convidado por Chagal (juntamente com Malevich) para fazer parte da Academia de Arte Livre de Vitebsk, onde ensinou arquitetura e artes gráficas.  Nesse ano, Lissitzky fez o seu primeiro quadro “PROUN” (palavra formada pelas iniciais de “Projeto para a Afirmação do Novo”, em russo) e aderiu ao grupo Unovis.
Nos quadros “PROUN”, combinou elementos suprematistas e construtivistas para unir arte e arquitectura em harmonia com os modernos meios tecnológicos.
Lissitzky ficou responsável para fazer a ponte entre a vanguarda russa e o resto da Europa ocidental. Em 1920, passou a ser membro do Inkhuk (Instituto de Cultura Artística de Moscovo).
Em 1921, associou-se ao grupo construtivista, através da sua amizade com Tatlin (professor no Laboratório Estatal Superior de Arte e Técnica). Em 1922, organizou uma Exposição na Galería Van Diemen, em Berlím.
Nos anos 20, o papel de Lissitzkyfoi fundamental para propagar a nova arte russa na Europa, através de viagens, textos e organização de exposições, tendo exercido uma importante influência sobre los artistas da Bauhaus.
Lissitzky fundou com Ladovski o grupo ASNOVA (1923-1925), tentando aplicar os princípios do construtivismo na arquitetura. De 1922 a 1928, viveu na Alemanha.
Lissitzky realizou grande propaganda cultural como editor e desenhador de capas para revistas, chegando a expor as suas ideias acerca da arquitetura na revista “Gelstaltung”.
Em 1923, experimentou novos projetos tipográficos para o livro de Maiakovsky. Em 1924, passou uma temporada na Suíça, colaborando com Schwitters na revista dadaísta “Merz” e num livro de Arp.
En 1925, regressou a Moscovo. Em 1926, colaborou na organização da Internationale Kunstausstellung de Dresde, que acolheu obras de Mondrian, Picabia, Moholy-Nagy e Gabo;
Lissitzky fez cartazes e desenvolveu novos conceitos de desenho gráfico com formas geométricas simples, conseguindo uma captação imediata das mensagens propagandísticos.
Lissitzky trabalhou em muitos sectores, sobretudo na arquitetura e desenho de interiores. Móveis, ilustração e composição de revistas também ocuparam grande parte da sua vida.
El Lissitzky morreu, no dia 30 de dezembro de 1941, em Moscovo. A sua obra exerceu grande influência nos movimentos construtivistas. Foi pioneiro em técnicas que viriam a dominar o design gráfico ao longo do século XX.





Hoje na história: Roelof Frankot

24 11 2017

No dia 24 de novembro de 1911, nasceu Roelof Frankot, Foi um pintor e fotógrafo holandês. Teve uma forte relação forte com o movimento COBRA. As suas artes finais eram similares às desse movimento; pinturas muito abstratas e espontâneas em cores fortes. As publicações das suas pinturas eram acompanhadas de pequenos poemas escritos por ele mesmo. Frankot foi considerado um inovador da arte holandesa. Durante a sua carreira, fez muitas exposições na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina.





Hoje na história: Lautréamont

23 11 2017

No dia 24 de novembro de 1870, morreu Lautréamont. Foi um poeta uruguaio, que viveu em França. A sua poesia foi apreciada por André Breton, que o considerava um precursor do surrealismo. Foi autor da obra: “Os Cantos de Maldoror”.
“Lautréamont” nasceu, em Montevideu (Urugyuai), e passou a infância no Uruguai, onde o pai era cônsul francês. Foi enviado para estudar, em França, onde foi aluno do Liceu de Tarbes. Em 1867, mudou-se para Paris, a fm de estudar na Escola Politécnica. Desde esse momento, a sua vida gerou uma lenda que o apresentava como enigmático e extravagante.
Em 1869, Lautreamont publicou “Os Cantos de Maldoror”, obra de poesia em prosa, composta por seis partes, com imagens apocalípticas que apelam à violência e à destruição. Nessa altura, os “Cantos” não foram distribuídos com medo do editor sofrer represálias.
A obra foi publicada, em 1920, quando os surrealistas a reinvindicaram como antecedente do surrealismo. Nota: a banda portuguesa “Mão Morta” trabalhou temas e fez encenação com base nos “Cantos de Maldoror”.

 





Memórias: Christoph Probst

7 11 2017

Cristoph Probst nasceu, no dia 6 de novembro de 1919, em Murnau (Alemanha). Foi membro do movimento de não-violência “Rosa Branca”, que resistiu ao nazismo durante o Terceiro Reich. Por António José André.
Cristoph Probst era de uma família ligada ao comércio e sem dificuldades económicas. O seu pai era especialista em sânscrito e relacionava-se com artistas que depois foram considerados “decadentes” pelo regime nazi.
Depois de frequentar escolas do enisno básico e secundário que não reproduziam as ideias nazis, Cristoph Probst foi estudar Medicina, na Universidade Ludwig Maximilian (Munique).
Nessa altura, Cristoph Probst conheceu os irmãos School (Sophie e Hans), Alexander Schmorell e outros estudantes que faziam parte do grupo de resistência anti-nazi: “Rosa Branca”.
Probst não participou na redação dos panfletos do movimento “Rosa Branca”, mas fez um desenho para o sétimo panfleto. Esse desenho estava entre os panfletos que Hans e Sophie levaram para a Universidade.
No dia 18 de fevereiro de 1943, foram descobertos e presos pela Gestapo. No dia 22 de fevereiro de 1943, foram condenados pelo juiz Roland Freisler do Tribunal Popular nazi e executados por guilhotina, na Prisão Stadelheim
Rosa Branca: movimento de não-violência
É quase comum dizer que o regime nazi se solidificou na Alemanha de Hitler sem encontrar oposição significativa. Mas há exemplos de pessoas que tiveram coragem para fazer frente a um dos regimes mais bárbaros da história.
É o caso do movimento de não-violência conhecido como “Rosa Branca”. De inspiração católica, este movimento de resistência anti-nazi era composto por alunos da Universidade de Munique e do seu professor de Filosofia.
A campanha do movimento “Rosa Branca”, desenrolou-se entre 1942 e 1943, consistindo, entre outras coisas, na distribuição de planfletos expondo as suas ideias contra o Terceiro Reich.
Os membros centrais do grupo eram Sophie Scholl, Hans Scholl e Christoph Probst. Capturados pela Gestapo após Sophie ter sido encontrada com panfletos, foram todos decapitados, no dia 22 de Janeiro de 1943.
Contudo, a sua mensagem não morreu e atravessou fronteiras. Em ataques posteriores dos aviões das forças aliadas, milhões de panfletos que tinham chegado ao Reino Unido, foram lançados pela Alemanha.
Os seus textos citavam autores bastante conhecidos (Aristóteles, Schiller, Novalis e Goethe) e passagens da Bíblia. A primeira carta do movimento denunciava os “crimes horríveis” do regime nazi que lançariam um véu de profunda vergonha sobre todos os alemães.
Pela defesa dos seus ideais, arriscando a vida num dos períodos mais negros da humanidade, os membros do movimento “Rosa Branca” são considerados hoje em dia como herois e ícones da luta contra os crimes hediondos que nenhum deles queria tolerar.
Veja também aqui um excerto do filme “Sophie Scholl – The Final Days”:





100 Anos da Revolução Russa

1 11 2017

A Revolução Russa é considerada um dos principais acontecimentos da história contemporânea. Não só se tornou num clarão de esperança para os povos dos quatro cantos do mundo, como marcou o rumo do século XX e chegou aos dias de hoje.
A fim de celebrar o seu centenário, vai haver uma sessão pública, no dia 4 de novembro (sábado), promovida Por Mão Própria, cuja tema será, “100 Anos da Revolução Russa”. O evento, que contará com a presença de Francisco Louçã, Andrea Peniche e Jorge Gouveia Monteiro, será moderado por Catarina Agreira e decorrerá, no Salão Brazil, a partir das 21h30. Entrada livre.

Proposta de programa:
21h30 – visionamento de imagens;
21h45 – exposição de ideias e debate;
23h45 – set com músicas revolucionárias:
24h00 – Dj Magia Negra





Memórias: Luís Buñuel

24 02 2017

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No dia 22 de fevereiro de 1900, nasceu Luís Buñuel. Foi um realizador de cinema espanhol, cuja obra o tornou um dos mais controversos do mundo. Foi influenciado por Salvador Dali e Frederico Garcia Lorca, entre outros. Por António José André.
Em 1906, Buñuel entrou para o Colégio dos Irmãos Coraçonistas, onde começou os primeiros estudos. Completou o ensino médio no Instituto de Segunda Enseñanza de Saragoça. Em 1917, foi para Madrid com o obejtivo de tirar o curso de engenheiro agrónomo. Depois estudou Ciências Naturais.
Em Madrid, conheceu Salvador Dalí e Garcia Lorca, bem como outras personalidades (Rafael Alberti, Emílio Prados, Pedro Garfías e Pepín Bello), que exerceram grande influência na sua obra. Interessou-se por teatro e montou uma peça de teatro cómica com Garcia Lorca e Dalí.
Apreciava o cinema cómico norte-americano e atores como: Buster Keaton e Harold Lloyd. Escreveu poemas para as revistas “Ultra” e “Horizonte”. Estudou História na Universidade de Madrid, fazendo amizade com Miguel de Unamuno, Juan Jiménez, Manuel de Falla, Ortega y Gasset.
Em 1925, mudou-se para Paris e trabalha como assistente de Jean Epstein. Em 1926, montou a peça de teatro “El Retablo de Maese Pedro”, em Amsterdão. Publicou poemas e crítica cinematográfica em “Cahiers d’Art” e “La Gaceta Literaria”.
Um filme Fritz Lang “As Três Luzes” impressionou-o e começou a dedicar-se ao cinema. Entrou para a Academia de Cinema de Paris, onde assistiu aos cursos de Epstein. Em 1927, escreveu o seu primeiro guião para a celebração do centenário da morte de Goya.
Em 1929, rodou “Um Cão Andaluz”, curta metragem muda de 17 minutos, verdadeiro manifesto surrealista. A sua estreia causou escândalo e teve a exibição suspensa por atentar contra os princípios morais e costumes estabelecidos. Em 1930, dirigiu “A Idade do Ouro”.
Em 1931, a Metro-Goldwyn Mayer contratou-o por seis meses. Aí conheceu Charles Chaplin e Sergei Eisenstein. Regressou a Espanha. Em 1932, afastou-se do surrealismo e aproximou-se do Partido Comunista, colaborando com a Associação de Escritores e Artistas Revolucionários.
Nesse ano, fez o documentário “Terra sem Pão”, proibido pela censura. Quando começou a Guerra Civil, Buñuel foi destacado para França a fim de coordenar as missões de propaganda. Ajudou André Malraux a rodar “Sierra de Teruel”.
Depois, o governo republicano enviou-o a Hollywood para supervisionar filmes sobre a Guerra Civil. Em 1941, Buñuel foi contratado pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, como produtor associado na área de documentários.
Em 1946, chegou ao México para filmar uma adaptação de “A Casa de Bernarda Alba de Lorca”. Projeto que foi suspenso. Em 1949, naturalizou-se mexicano e dirigiu “La Gran Calavera”. Em 1950, rodou “Os Esquecidos”, dando início a uma série de filmes de denúncia social.
Em 1951, Buñuel filmou “La Hija del Engaño”, “Una Mujer Sin Amor” e “Subida ao Céu”. Em 1952, rodou “O Bruto” e “Robinson Crusoé”. Em 1953, rodou “Escravos do Rancor” e “A Ilusão Viaja de Trem”. Em 1954, filmou “O Rio e a Morte”. Em 1955, rodou “Ensaio de um Crime”.
Em 1956, Buñuel dirigiu “La Mort en ce Jardin”, co-produção franco-mexicana. Em 1958, rodou “Nazarin” com o qual conquista a Palma de Ouro, em Cannes. Regressou a Espanha, em 1961, rodando “Viridiana” que recebe furiosos ataques da Santa Sé.
Em 1963, Buñuel dirigiu “Diário de uma Camareira”. Depois de interpretar alguns pequenos papeis no cinema, filmou “Simon do Deserto”, inspirando-se em ideias de Lorca. Com a estreia de “La Belle de Jour”, em 1966, conquista um estrondoso êxito e o Leão de Ouro de Veneza.
Em 1970, Buñuel rodou “Tristana”, filme sobre a obra de Galdós, com um grande elenco: Catherine Deneuve, Fernando Rey e Franco Nero. Em 1972, rodou “O Charme Discreto da Burguesia” e obtém o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Em 1974, Buñuel rodou “O Fantasma da Liberdade”. Em 1977, terminou o seu último filme “Esse Obscuro Objeto do Desejo”. Em 1982, foi publicado “Meu Último Suspiro”, memórias ditadas a Jean-Claude Carrière.
Veja também: http://www.luisbunuel.org/biogra/biograf.html