Memórias: José Luís Borges

17 06 2016

200px-Jorge_Luis_Borges_Hotel

No dia 14 de junho de 1986, morreu o argentino, Jorge Luís Borges. Foi um dos escritores mais importantes do século XX e procedia de uma família que contribuiu para a independência da Argentina. Borges foi um crítico literário, tradutor e ensaísta. Por António José André.

Nascido em Buenos Aires, a 24 de agosto de 1899, Jorge Luís Borges cresceu no bairro Palermo. Aprendeu a ler inglês com a avó Fanny Haslam. Com 10 anos publicou uma tradução para castelhano de “O Príncipe Feliz”, de Oscar Wilde.

Quando começou a Iª Guerra Mundial, Borges estava com a família, em Genebra (Suíça). Nessa altura devorava obras francesas, desde os clássicos (Voltaire ou Victor Hugo) aos simbolistas, até ao expressionismo alemão.

Em 1918, a família passou a morar, em Espanha. Primeiro, em Barcelona e depois, em Maiorca, onde publicou os seus primeiros versos, exaltando a Revolução Bolchevique sob o título, “Somos Vermelhos”.

Em 1921, regressou a Buenos Aires, fundando com outros jovens a revista “Prismas” e depois a “Proa”. O seu primeiro livro de poemas foi “Fervor de Buenos Aires” (1923). Publicou “Luna de Frente” (1925) e “Cuaderno San Martín” (1928).

Borges publicou “Evaristo Carriego” (1930), a “Discusión” (1932) e “História Universal da Infâmia” (19359. Nessa década, a sua fama cresceu na Argentina, porém a sua consagração internacional chegaria muito depois.

Borges fez crítica literária e traduziu obras de Virginia Woolf, Henri Michaux e William Faulkner. Em 1938, teve um grave acidente por causa da falta de visão. A partir daí, teve que se resignar a ditar os seus contos fantásticos.

Em 1945, instaurou-se o peronismo na Argentina. Por ter assinado manifestos antiperonistas, o governo demitiu Borges de bibliotecário e nomeou-o inspetor das aves e coelhos dos mercados.

Renunciou ao cargo e passou a ganhar a vida como conferencista. Mostrou-se um forte opositor do regime peronista e, nessa época, publicou “O Aleph” (1949). Borges continuou a publicar antologias de contos e volumes de ensaios até à queda do peronismo.

Em 1955, o novo governo argentino nomeou-o, devido ao seu grande prestígio literário, diretor da Biblioteca Nacional e também foi eleito para a Academia Argentina de Letras.

Borges saudou a queda de Estela Peron, em 1976, e a ascensão da Junta Militar. Arrependeu-se depois, quando entrevistou o ditador e quis saber do paradeiro de intelectuais desaparecidos.

Mas o mal estava feito. Ganhou fortes inimizades na Europa e o sueco Artur Ludkvist afirmou que Borges nunca receberia o Prémio Nobel. O Prémio Cervantes compensou em parte o facto de nunca ter recebido o Nobel.

José Luís Borges foi o escritor argentino com maior projeção internacional. Criou uma cosmovisão bastante singular, baseada num modo de entender conceitos como os do tempo, espaço, destino ou realidade.

Anúncios

Acções

Information

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s




%d bloggers like this: