Memórias: Henry Miller

10 06 2015

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No dia 7 de junho de 1980, faleceu Henry Valentine Miller, escritor norte-americano, considerado o predecessor do estilo de escritores como Charles Bukowski. Miller foi um grande subversivo da sua época. Por António José André.

Filho de pais alemães, Henry Miller nasceu, em Nova Iorque, no dia 26 de dezembro de 1891, onde passou a infância. Mais tarde na sua juventude, Miller foi ativo no Partido Socialista (o seu ídolo era o socialista negro Hubert Harrison).
Miller teve vários empregos, entre eles como funcionário de uma companhia de telégrafos, antes de se decidir pela carreira literária. Outsider irremediável, tentou trabalhar na alfaiataria do seu pai, local onde ganhou o gosto por “roupas finas”.
Em 1930, Henry Miller mudou-se para Paris, onde morou até à eclosão da 2ª Guerra Mundial. Ali publicou os seus primeiros livros, vivendo em condições precárias, dependendo da benevolência de amigos, tais como Anaïs Nin.
Escreveu literatura libertária, nos anos 30, tempo em que teve os seus livros proibidos nos Estados Unidos. Em 1940, Henry Miller voltou para os Estados Unidos, fugindo da 2ª Guerra Mundial. Em 1944, radicou-se na Califórnia.
Em função do estilo realista e da descrição detalhada das suas experiências sexuais, os livros de Henry Miller foram acusados de obscenos e proibidos nos Estados Unidos (até 1964).
Henry Miller escreveu, entre outros livros, “Trópico de Câncer” (1934), “Trópico de Capricórnio” (1939) e a trilogia autobiográfica “Sexus” (1949), “Plexus” (1952) e “Nexus” (1959).
Apelidado de escritor pornográfico, Henry Miller também escreveu livros de viagem e ensaios sobre literatura e arte, tal como “O Tempo dos Assassinos (um estudo sobre Rimbaud).
“O Tempo dos Assassinos” foi um ensaio sobre a obra de Arthur Rimbaud, onde Miller sentiu afinidade com o angustiado poeta francês que abandonou a literatura (aos 20 anos) para se tornar traficante de armas e escravos, em África.
“C’est le temp de les assassins” era o verso final dum poema do jovem Rimbaud, que fugiu de casa aos 16 anos para se juntar aos communards, que tomaram o poder, em 1871, durante a Comuna de Paris.
Em 1990, o realizador norte-americano Philip Kaufman realizou um filme sobre o período da vida em que Miller e Anais se conheceram: “Henry and June”, baseado nos diários de Anaïs Nin.

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