Memórias: Keith Haring

9 05 2015

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No dia 4 de maio de 1958, nasceu, em Kutztown (Pensilvânia-EUA), Keith Haring, artista gráfico e ativista norte-americano. O seu trabalho foi o reflexo da cultura nova-iorquina dos anois 80. Por António José André.
Desde muito pequeno, Haring apaixonou-se por desenho, aprendendo técnicas de cartoons com o pai e inspirando-se na cultura popular à sua volta. Estudou arte na Escola Ivy of Art, em Pittsburgo, onde começou a usar telas para imprimir camisas
Em 1978, entrou para a Escola de Artes Visuais (SVA), em Nova Iorque, onde encontrou um grupo que desenvolvia arte fora dos museus e galerias: nas ruas suburbanas, no metropolitano, em clubes e danceterias.
Haring tornou-se amigo da artistas gráficos (Kenny Scharf e Basquiat), artistas performáticos e músicos. Também se inspirou no trabalho de Jean Dubuffet, Pierre Alechinsky, Burroughs, Brion Gysin e no manifesto de Robert Henri “The Art Spirit”.
Com essas influências, Haring colocou todo o seu talento num tipo único de expressão gráfica, baseada na supremacia da linha. Também fez performances instalações e colages, enquanto mantinha um compromisso com o desenho.
Em 1980, Haring encontrou um meio que possibilitou a comunicação com o público: os painéis de publicidade do metropolitano que não eram utilizados e estavam cobertos com papel preto.
Haring começou a criar desenhos com giz branco sobre esses painéis. Entre 1980 e 1985, produziu centenas de desenhos num ritmo muito rápido: às vezes, criava quarenta desenhos por dia.
Esses graffittis tornaram-se populares, em Nova Iorque. O metropolitano tornou~se, como disse Haring, um “laboratório” para trabalhar as suas ideias e fazer as suas experiências com linhas simples.
Em 1986, abriu a Pop Shop, uma loja que vendia camisas, brinquedos, posteres e crachás com os seus graffittis – uma extensão do seu trabalho a baixo custo para o público o que tornava a sua arte acessível.
Entre 1982 e 1989, Keith Haring produziu mais de 50 trabalhos para projetos de solidariedade, hospitais, centros de cuidados com crianças e orfanatos, em dezenas de cidades de todo o mundo.
Em 1988, desde que lhe foi diagnosticado o SIDA, inaugurou a Keith Haring Foundation para arrecadar fundos destinados a outras organizações de luta contra o SIDA. Nos últimos anos de vida, usou a sua fama para falar da doença.
Exprimindo os seus conceitos de nascimento, amor, morte, sexo e guerra, e usando mensagens sucintas e diretas, Haring foi capaz de assegurar o acesso ao seu trabalho, tornnado-o numa linguagem mundialmente reconhecida no século XX.
Haring morreu, aos 31 anos, de complicações causadas pelo SIDA, em 1990. Desde a sua morte, é assunto de muitas palestras e exposições. Os seus trabalhos podem ser vistos em coleções nos grandes museus de todo o mundo.
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