24 03 2015

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No dia 23 março de 1994, faleceu Giulietta Masina: uma grande atriz de cinema italiana e companheira do realizador de cinema, Frederico Fellini. Por António José André.
Giulia Anna Masina nasceu, em Giorgio di Piano (Itália), no dia 22 de fevereiro de 1921, sendo filha do violinista e professor de música, Gaetano Masina, e da maestrina, Angela Flavia Pasqualin.
Licenciou-se em Filosofia e Letras, na Universidade de Roma. Durante os estudos cultivou uma grande paixão pelas artes. Entre 1941 e 1942, participou em espetáculos de prosa, dança e música no teatro universitário.
Trabalhou na rádio como atriz de séries escritas por Federico Fellini, com quem se casou, em 30 de outubro de 1943, estabelecendo uma parceria artística e afetiva das mais importantes do cenário artístico italiano.
Em 1946, estreou-se no cinema num dos filmes mais emblemáticos do neorrealismo cinematográfico, “Paisá” de Roberto Rossellini. Em 1948, obteve o seu primeiro papel importante no filme “Sem Piedade”, de Alberto Lattuada.
Giulietta alcançou a fama internacional, no papel de Gelsomina, no filme “Estrada da Vida” (1954), uma das obras-primas de Fellini. Gelsomina era uma mulher humilde e ingénua, vendida pela mãe a Zampano (Anthony Quinn), um homem brutal que trabalhava num circo itinerante.
Em 1958, recebeu o prémio de Melhor Atriz no Festival de Cannes, por interpretar Cabíria (uma prostituta pobre da periferia de Roma), no filme “Noites de Cabíria”. Tendo Felllini recebido o Óscar de melhor filme estrangeiro.
Giulietta participou em “Julieta dos Espíritos” (1965), filme que marcou um momento de inflexão na obra de Fellini, e em “Ginger e Fred” (1986), filme onde Fellini aproveitou para dar uma visão particular do mundo da televisão.
Giulietta ainda trabalhou com outros realizadores de cinema: Claude Chabrol, em “Landru, o Barba Azul” (1963), Bryan Forbes, em “A Louca de Chaillot” (1969) e Juraj Jakubisko, em “Perinbaba” (1985).
A influência de Masina em Fellini foi notável. Mulher de acentuado catolicismo, fez com que algumas ideias de Fellini passassem por aquele filtro e, possivelmente, não se explicariam aspetos da cinematografia de Fellini sem a presença de Giulietta.
Giulietta Masina morreu aos 73 anos, em Roma, cinco meses após a morte de Fellini. Para o seu funeral, pediu que o trompetista Mauro Maur tocasse o tema de Gelsomina de Nino Rota, colaborador de Fellini nas bandas sonoras.
Em 1997, a convite de Maddalena Fellini, irmã de Fellini, Caetano Veloso e outros músicos brasileiros participaram num espetáculo de homenagem ao realizador e a Giulietta Masina. Maddalena sabia que ele tinha composto ‘Giulietta Masina’, uma faixa do álbum “Caetano” (1987).
Pode escutar aqui:

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