Memórias: Olof Palme foi assassinado há 29 anos

4 03 2015

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No dia 28 de fevereiro de 1986, o primeiro ministro sueco, Olof Palme, foi abatido pelas costas à saída dum cinema, no centro de Estocolmo. O crime chocou a Suécia e o mundo todo. Embora tenha havido várias teorias sobre o assassinato, a identidade do culpado permaneceu um mistério. Por António José André
Nesse dia, à saída do Grand Cinema, perto da meia-noite, o casal Palme foi atacado por um atirador solitário. Olof ficou ferido gravemente. Um segundo tiro feriu a senhora Palme de raspão. Olof acabaria por falecer às 00h06m, do dia 1 de março.
Olof Palme era uma personalidade política extremamente popular no seu país e no mundo. Como primeiro ministro, procurava viver uma vida tão comum quanto possível. Costumava sair sem guarda-costas. Na noite do assassinato, foi uma dessas ocasiões.
Após a graduação universitária, Olof viajou 3 meses pelos Estados Unidos. Mais tarde disse que o que ouvira e vira nos EUA influenciou os seus ideais politicos e sociais. De regresso à Suécia, tornou-se secretário do primeiro ministro sueco Tage Erlander.
Olof Palme foi considerado uma das grandes figuras da social-democracia escandinava: justiça social, igualdade e paz eram os seus ideais. Era um político enérgico e criativo, dedicando-se a temas como o socialismo, a paz e a solidariedade.
Olof Palme recusou-se ser manietado pela mentalidade estreita da Guerra Fria, assumindo uma posição decidida contra a Guerra do Vietname e lutando pela libertação dos povos oprimidos dos países do chamado Terceiro Mundo.
Em 1969, Olof Palme tornou-se primeiro ministro, liderando duas grandes reformas da constituição: a redução das duas câmaras do Parlamento para uma só; a remoção do ultimo dos poderes constitucionais da monarquia sueca
Entre 1970-1973, Olof Palme interessou-se diretamente pelas questões do mercado de trabalho, promovendo uma lei que aumentou a garantia do emprego. O empregador não poderia despedir facilmente um trabalhador.
Olof Palme foi um líder dínâmico do movimento trabalhista, sendo odiado pelas forças reacionárias. Opôs-se firmemente ao armamento nuclear e ao apartheid na África do Sul. Defendia o Exército de Libertação da Palestina e Cuba de Fidel Castro.

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