Memórias: Nat King Cole morreu há 50 anos

22 02 2015

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No dia 15 de fevereiro de 1965, morreu Nat King Cole, um dos mais importantes cantor e pianista de pop jazz do século XX. A sua voz e o seu estilo contribuíram para o tornar popular e influenciaram outros artistas, tais como Ray Charles e Oscar Peterson. Por António José André.

Nathaniel Adams Coles nasceu no dia 17 de março de 1919, em Montgomery (Alabama, EUA). Filho duma família pobre, mas apaixonada pela música, muito cedo aprendeu a tocar piano, apoiado pela mãe. Em 1923, a família mudou-se para Chicago.
Em 1931, já tocava órgão e cantava na igreja onde o pai pregava. Cole foi bastante influenciado por Earl Hines, o pianista mais famoso de Chicago. As suas primeiras gravações foram, em 1936, quando fazia parte da banda do irmão Eddie, contrabaixista. Nesse ano, mudou-se para Los Angeles.
Em 1937, formou The King Cole Trio com o guitarrista Oscar Moore e o baixista Wesley Prince, tornando-se músicos tornando-se residentes do clube Swanne Inn(Hollywood). O mais curioso é que esse grupo não tinha um baterista e o próprio conceito de trio de jazz foi praticamente estabelecido por este formato.
Em 1943, Cole gravou “Straighten Up And Fly Right”, o primeiro solo vocal com o seu trio, que se tornou num sucesso, a nível nacional. O sucesso foi aumentando e osa espetáculos com o seu trio foram reduzindo. Nesse ano, chegou ao topo do “rhythm & blue”, com duas músicas: “That Ain’t Right” e “All for You”.
Em 1946, lançou “(I Love You) For Sentimental Reasons”, que chegou ao topo da música pop. A canção “The Christmas Song” foi gravada com uma orquestra e tornou-se um clássico da época natalícia.
Cole rivalizava em sucesso com o seu contemporâneo Frank Sinatra, pois dezenas de músicas que caíram no gosto popular, algo extraordinário para um artista negro em pleno período de discriminação racial. Cole chegou a apresentar-se para públicos brancos e negros separadamente.
O cantor foi um dos primeiros negros a ter um programa semanal na rádio e, no princípio dos anos 50, já era internacionalmente famoso. Em 1956, começou a fazer um programa semanal na televisão norte-americana, mas acabou porque os patrocinadores não queriam os produtos associados a um homem negro.
Cole também participou nalguns filmes: “Cat Balou”, “Blue Gardenia” e “St Louis Blues” (1958) – ficção sobre a vida de W. C. Handy. Cole acumulou um grande número de sucessos, cantando também em espanhol e português. Nesta língua, ficou marcada a sua interpretação de “Não Tenho Lágrimas”, de Max Bulhões e Milton de Oliveira.
Pelo seu hábito de fumar diariamente três maços de cigarro, Cole acabou a sua carreira muito cedo, por causa dum cancro na garganta. Apesar de se ter tornado mundialmente famoso com o seu canto, foi no piano e com o seu trio que influenciou o mundo do Jazz.
Em 1991, a sua filha, a cantora Natalie Cole, lançou o álbum “Unforgettable With Love”, utilizando uma nova tecnologia que permitiu gravar duetos com o pai, usando velhos registos musicais. O álbum manteve-se em primeiro lugar nos tops durante 5 semanas, ganhando o Grammy de Melhor Álbum do Ano.

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