Memórias: Luchino Visconti

3 11 2014

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No dia 2 de novembro de 1906, em Milão, nasceu Luchino Visconti, um dos mais importantes diretores de cinema italianos. Desde cedo, Visconti contatou com importantes intelectuais e artistas. Por António José André.

Nos anos 30, foi viver para Paris, tornando-se amigo de Coco Chanel, que o apresentou ao realizador Jean Renoir com quem trabalhou no filme “Une Partie de campagne” (1936), experiência que fez com que se interessasse pelo cinema. Na época, em que a Frente Popular governou a França, aderiu ao Partido Comunista.

A partir de 1940, começou a escrever na revista Cinema, fórum de inteletuais antifascistas. Depois de ter trabalhado com Renoir em “Tosca” (1942), dirigiu a sua primeira longa-metragem “Ossessione” (1942), adaptação não autorizada do livro de James M. Cain “O carteiro toca sempre duas vezes”. Teve dificuldades com a censura fascista, mas o filme foi um enorme sucesso, em Itála.

No final da Segunda Guerra Mundial, Visconti permitiu que o seu palácio fosse utilizado como centro de comando da resistência comunista e participou em acções armadas contra os ocupantes alemães. Estas actividades fizeram com que fosse preso pela Gestapo, em 1944. Vingou-se, quando filmou a execução do chefe da policia política italiana, Pietro Caruso, para o documentário “Giorni di gloria” (1945).

En 1947, Visconti juntou-se ao neorrealismo italiano. Realizou “La Terra Trema – Episodio del mare” (1948), rodado em cenários naturais e com atores não profissionais. Este filme, juntamente com “Rocco e i suoi fratelli (1960), documentaram as dificuldades das classes trabalhadoras e foram censurados pelos governos de direita da Itália no pós-guerra.

Depois dos anos 60, os seus trabalhos mais importantes foram: “Il Gattopardo” (1963) e “Morte a Venezia” (1971). A adaptação do romance de Giuseppe di Lampedusa retratava o declínio da aristocracia siciliana durante o Risorgimento, assunto que lhe estava próximo devido à história da sua família.

Visconti encenou bastantes peças de teatro, incluindo obras de Jean Cocteau e Tennessee Williams, e foi famoso como diretor de ópera. Maria Callas afirmara que ele a tinha ensinado a representar. Abertamente bissexual, nos seus filmes não surgem personagens explicitamente homossexuais.

Visconti faleceu, no dia 17 de março de 1976, em Roma. O funeral contou com a presença do presidente italiano Giovanni Leone e do ator Burt Lancaster. Houve quem ridicularizasse o estilo de vida de Visconti. Salvador Dali afirmou sarcásticamente que o realizador «era um comunista que só gostava do luxo».

Leia mais em: http://www.luchinovisconti.net/

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