O uso do ópio no império romano

14 12 2009

Marco Aurélio começava as manhãs com uma porção de ópio, seguindo as recomendações do seu médico. Os seus antecessores empregaram ópio puro com fins terapêuticos e eutanásicos. O mesmo foi feito por incontáveis cidadãos romanos: patrícios e plebeus.

No seu tratado farmacológico, Discórides descreve o ópio como algo que “afasta totalmente a dor, mitiga a tosse, refreia os fluxos estomacais e aplica-se a quem não pode dormir”. Por ele (e muitos outros escritores romanos), sabemos que a procura desta droga excedia a oferta, sendo frequente a sua adulteração.

É interessante saber que o ópio foi, durante o império romano, um bem de preço controlado, não se permitindo a sua especulação. No ano 301 DC, um edital de Diocleciano sobre preços fixa uma vasilha (com capacidade para 17,5 litros) em 150 denários, quantia módica tendo em conta que o Kg de haxixe (mercadoria de preço livre) custava então 80 denários.

Pouco depois, no ano 312 DC, um censo revela que havia 793 lojas dedicadas à venda do produto, em Roma, e que o seu volume de negócio de representa 15% de toda a carga fiscal. Contudo, este formidável consumo não criou problemas de ordem pública ou privada. Ainda que houvessem milhões de consumidores regulares de ópio, não existem, nem como casos clínicos, nem marginalizados sociais.

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9 02 2010
joao olivera pinto

esse carinha é gay

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