Irão: artistas e porta-vozes da rua

21 06 2009

Os cineastas Mohsen Makhmalbaf e Samira Makhmalbaf denunciaram «o golpe de Estado» no Irão e apelaram para que se escutem as vozes e gritos da rua.

Makhmalbaf460Mohsen Makhmalbaf foi militante político, durante a juventude (passou quatro anos na prisão, antes da revolução iraniana) e pertence à nova vaga do cinema. Parte do seu trabalho foi banido no Irão. Deixou o país, em 2004, como protesto contra a censura.

c10058a47cSamira Makhmalbaf é filha de Mohsen. Aos 17 anos, assinou a sua primeira longa metragem, intitulada «A Maçã» (1997). Em 1998, fez sensação no Festival de Cannes. E, em 2000, ganhou um prémio com «O Quadro Negro».

 «Mudou-se uma página no Irão. Durante 30 anos, o nosso país oscilava entre 20% de democracia e 80% de ditadura. Depois das eleições, caímos numa ditadura a 100%», denunciou Mohsen. «Com Ahmadinejad a vida encareceu 2,5 vezes. O dinheiro serviu para financiar o projecto atómico e a guerra do Libano» explicou. «Khatami falava do diálogo entre civilizações Ahmadinejad só fala da guerra entre civilizações».

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